Anúncios old school publicados em gibis

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Propaganda Flor de Cacau

Doce de Leite Flor de Cacau

Está aí um produto que não é tão tradicional nem clássico. Era muito comum empresas “menores” anunciar nos gibis apenas uma vez. Não me lembro de ter visto essa propaganda em outras edições.

Não me lembro nem ao menos de ter experimentado esse doce, apesar de morar em São Paulo (próximo ao endereço citado no anúncio). Se é que eu o vi nas prateleiras dos mercados alguma vez, com certeza optei pelo tradicional “chup-chup”, que já era mais conhecido.

Muita gente me falava do tal “melzinho”, que talvez até fosse dessa marca. Mas também não me atraía. Meu forte era mesmo o campeão doce de leite.

Publicado em Tio Patinhas 339 – Outubro/1993 – Preço: Cr$ X5 (tinha que consultar a tabela nos jornaleiros para saber quanto valia isso – é, meus amigos, a época era da inflação galopante.)


Pijaminhas Hering

Vejam que interessante! Embora a estampa dos pijamas Hering sejam personagens Disney, a linguagem utilizada reflete claramente o que estava na moda em 1967: Roberto Carlos e a Jovem Guarda. “Vai ser bárbaro, mora?” “Tio Patinhas e outros brasas.” “Você vai se sentir um garotão enxuto.”

Recentemente a repórter Raquel Paulino, do IG, fez uma reportagem usando propagandas de nosso blog e destacou como o “politicamente correto” limou o conceito das propagandas que marcaram nossa infância (ou a dos seus pais).

A reportagem traz à atenção a recomendação do Conar para que não se “dialogue” com as crianças em propagandas, convidando-as ao consumo ou incentivando-as a “pedir ao papai ou à mamãe” as coisas, como podemos ver no texto da Hering de 1967 e em tantas outras propagandas que postamos.

Mas cá entre nós… Eu sou da época onde a única maneira de eu ter brinquedos ou outros produtos infantis era pedindo para o papai ou para a mamãe. E a única maneira de a criança ter acesso a propagandas eram nos gibis ou então na TV, nos intervalos da programação infantil.

Hoje as crianças possuem TV a cabo, internet, já são presenteadas com iPads em sua tenra idade, e ainda são levadas ao shopping todo fim de semana para se depararem com verdadeiros templos do consumo infantil (lojas RiHappy e similares). Em minha singela opinião, isso sim é um conjunto de coisas que constitui forte apelo para as crianças serem consumistas.

É por isso que eu tenho saudade das propagandas “politicamente incorretas”, que eram puras, inocentes em sua maioria e muito singelas. Tão suaves quanto um pijaminha Hering. E que não me tornaram um consumista impulsivo.

Publicada em Pato Donald 834 – 31/out/1967 – NCr$ 0,25


Fita Scotch

Fita Scotch

Engraçado essa fita Scotch. Na década de 60 ela era apresentada dessa maneira: Semelhante a um durex comum, cuja função era encapar cadernos e livros (aposto que você fez muito isso quando criança).

Na década de 70 e 80, ela passou a ser apresentada como a “fita invisível”, pois era bem transparente mesmo.

E em pleno ano de 2012, comprei uma, sem dar atenção a esses fatos. Era a única disponível na papelaria. Achei sensacional, melhor do que qualquer durex que usei. E sim, fica bem mais discreto que um durex.

Como eu nunca tinha conhecido essa maravilha, apesar de tanta propaganda?

Publicado em Mickey 100 – Fevereiro-1961 – Cr$ 15,00

 


Talheres Disney da Berle

Quando eu era criança eu tinha uma mania de só comer com um garfo de “estrelinhas”, que era uma peça solitária de um jogo de talheres antigo. Ele era maior e mais bem acabado do que os outros garfos que minha mãe possuía.

Se esses talheres Disney estivessem disponíveis nos anos 80, talvez o meu garfo de estimação não seria o de estrelinhas, e sim o do Mickey…. ou do Pluto…

Publicado em Almanaque Disney 85 – Ed. Abril – Junho/1978 – Cr$ 12,00


Tostines Recreio

Uma propaganda de Tostines Recreio de 1977 já foi postada em nosso blog:http://propagandasdegibi.wordpress.com/2012/09/16/recreio-tostines-1977/

Encontramos uma de 1983 e notamos o seguinte: Os 5 sabores continuavam os mesmos. O tamanho da embalagem também.

Infelizmente, a maquiagem de produtos é coisa que existe de uns 15 anos para cá. Hoje as bolachas wafer são tão finas que esfarelam na mão.Em 1983 ainda não existia nem mesmo o famoso slogan de Tostines: “Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” Nostalgia mode on. Chega até a dar saudade da escola…
Publicado em Batman nº 67 – Março de 1983 – Editora Ebal – Cr$ 150,00

Se o Big-Big fez sucesso por aqui há alguns anos, o avô dele já sabia o que era reinar nas prateleiras como a “maior bola” do pedaço.

Olhem que legal esse concurso: Você enviava “envoltórios” (embalagens) do chiclete para a RÁDIO, que sortearia todo domingo os prêmios.

Se isso já não fosse curioso o bastante, repare nos prêmios: Bolas, bonecas, a bicicleta (que era o grande chamariz do concurso), máquinas fotográficas (em 1961 isso devia ser uma preciosidade), CANETAS-TINTEIRO e ENCICLOPÉDIAS. Como o mundo ficou diferente, hein?

E após uma extensiva busca nas páginas do Google, não consegui encontrar uma só referência a “Tavano”, fabricante do Big-Bola. Mais uma empresa e um produto que cairia no limbo do esquecimento, mas que o blog Propagandas de Gibi faz questão de manter vivo.

Algum de nossos leitores se lembra desse chiclete?

Publicado em Mickey 99 – Janeiro/1961 – Ed. Abril – Cr$ 15,00


Escovas Tek (1962)

Que interessante! Uma propaganda de escovas que explica o efeito que uma cárie mal cuidada pode ter em outros órgãos do corpo, caso uma infecção mais grave aconteça. Eu só fui descobrir que isso acontecia no ano passado, quando meu dentista me mostrou uma simulação em 3D.

Também… quem mandou eu não ler Diversões Juvenis? Ops… eu só fui nascer 20 anos depois!

Na década de 60 uma propaganda como essa, apesar de “botar um medo”, sem dúvida era muito instrutiva…

PS: “Eu não sou como o Juquinha.” Ué, mas o menino desenhado embaixo não é a cara do Juquinha? Seria ele seu irmão gêmeo?

Publicado em Diversões Juvenis 25 – 1962 – Ed. Abril Didática – Cr$ 40,00


Kolynos

Ah, como era refrescante o sabor de Kolynos! Sempre foi o “Lollo” dos cremes dentais. Que saudade!

Mais saudade ainda dos tubos metálicos. Daqueles que de tanto a gente torcer, chegavam a furar, e daí começava a vazar pasta de dente pelo furo. Pior: podia até mesmo cortar nosso dedo! Que coisa!
Claro que os tubos plásticos de hoje são melhores, mas alguns são tão moles que um apertão mais forte faz sair um jato de creme dental!

E o que dizer do sabor de Kolynos? Sim, era como se fosse um doce para mim. Tanto que, escondido dos meus pais, eu comia – literalmente – pequenas porções de pasta de dente! Sempre levava bronca quando era descoberto: “Você é louco, menino? Vai te dar uma dor de estômago terrível!”

Triste o dia que por conta de um possível monopólio, certas leis obrigaram a detentora da marca a extingui-la. Em seu lugar, surgiu o creme dental Sorriso. Nem de longe lembra o sabor de Kolynos, o creme dental de “gente dinâmica.”

Publicado em Mickey 99 – Janeiro de 1961 – Cr$ 15,00


Você se lembra onde aprendíamos a dar um Fatality no Mortal Kombat? Lembra como você descobriu que existia um seletor de fases no Sonic 2 de Mega Drive?

É, meu amigo… a única alternativa era comprar uma revista de games nas bancas. Sem internet, era assim que conseguíamos “debulhar” um jogo, usar truques ou aprender golpes novos.

Me lembro bem da Super Game Power (fusão das revistas Super Game e Game Power) e a Ação Games. Eram mesmo as melhores.

Reparem nos jogos em destaque nas capas do anúncio: Ecco The Dolphin 2, Jurassic Park 2, Illusion of Gaia para SNES, Super Street Fighter 2, e a promoção que daria um Sega CD.

Fiz minha mãe pagar 12 prestações de R$ 50,00 por um Sega CD em 1995 (hoje seria algo em torno de R$ 1.500,00) para jogar exclusivamente Sonic CD, já que era quase impossível de se achar jogos para comprar… Acho que hoje a raiva dela já passou… rsrs

Bons tempos, bons tempos.

Publicado em Superaventuras Marvel 154 – Ed. Abril, Abril de 1995 – R$ 1,60


Rádio "Orelhinha"

iPod? Celular com rádio? Discman? Walkman? Esqueça!
Em épocas em que o rádio mais portátil tinha que ficar apoiado em seu ombro, o “Orelhinha” veio para quebrar um galho.

Mas com um detalhe: Dá pra ver que o foco dele era para se usar em estádio mesmo, pois só pegava frequência AM. Sim, antigamente transmissão de jogo em FM era algo impensável. Por outro lado, a programação das rádios AM era terrível! Confesso que nem sei se a frequência AM existe hoje ainda…

Destaque para o preço: O gibi do Pato Donald custava Cz$ 8,50 e o rádio Cz$ 230,00. Proporcionalmente hoje: O gibi custa R$ 2,95, então o rádio custaria R$ 80,00. Foi um bom apelo, já que era a véspera da Copa de 86, disputada no México.

Publicado em Pato Donald 1763 – Mai/86 – Cz$ 8,50



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