Anúncios old school publicados em gibis

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Propaganda Flor de Cacau

Doce de Leite Flor de Cacau

Está aí um produto que não é tão tradicional nem clássico. Era muito comum empresas “menores” anunciar nos gibis apenas uma vez. Não me lembro de ter visto essa propaganda em outras edições.

Não me lembro nem ao menos de ter experimentado esse doce, apesar de morar em São Paulo (próximo ao endereço citado no anúncio). Se é que eu o vi nas prateleiras dos mercados alguma vez, com certeza optei pelo tradicional “chup-chup”, que já era mais conhecido.

Muita gente me falava do tal “melzinho”, que talvez até fosse dessa marca. Mas também não me atraía. Meu forte era mesmo o campeão doce de leite.

Publicado em Tio Patinhas 339 – Outubro/1993 – Preço: Cr$ X5 (tinha que consultar a tabela nos jornaleiros para saber quanto valia isso – é, meus amigos, a época era da inflação galopante.)


Especial Denis o Pimentinha Cr$500,00 set 1993

A era de ouro dos quadrinhos acabou!

Bem… isso é verdade pelo menos no formato papel. A adorável velharia chamada gibi nunca mais terá a popularidade que alcançou na segunda metade do último século.

Não acredito que o gibi vire um nicho como, por exemplo, o jogo de botão. Novos formatos como o Tablet e o iPad devem garantir a sobrevivência (ou reinvenção) das HQs. Mas não será um trabalho fácil concorrer com cada vez mais opções de lazer, cultura e entretenimento.

A campanha deste anúncio da Editora Globo define exatamente o que penso dessa paixão. De certa forma, durante a infância o gibi foi a minha internet. Era lá o meu refúgio, o espaço para adquirir cultura útil e inútil, o conhecimento que minha imaginação buscava, etc, etc. Como ainda não tinha o Google, me escorava nos conhecimentos do Manual do Escoteiro Mirim.

Parafraseando o cantor (com uma pequena alteração), é a força da tecnologia que ergue e destrói coisas belas.

Publicado em Denis, o Pimentinha- Setembro de 1993- Preço da edição Cr$500,00


Image

O Nescau sabia das coisas (e das promoções também)!!

Ir para a Disney e voltar com a mala cheia de prêmios (entre eles = Tênis Nike, Relógio Casio, CD Player da Sony, Telefone com neon, Máquina Fotográfica Kodak, Walkman da Sony e Game Boy da Nintendo)!! Isso sim é que era promoção!

P.S: É engraçado (de uma forma NÃO engraçada) como as promoções mudaram com o tempo.

E vocês? Lembram de alguma promoção em especial?

Publicado em Cascão 172 – Cr$ 55,00 – Ago/93


Picolé Fura Bolo

Quem tem menos de 15 anos provavelmente não deve se lembrar da saudosa Gelato e seus clássicos como o Cornetto e Fura Bolo. O Cornetto existe até hoje, mas ele trocou de time e foi para a Kibon.

A Gelato nunca soube se faliu, foi vendida, foi incorporada ou que fim levou. Para minha mente infantil não importava muito, só sobrou o lamento de saber que o carrinho da Gelato nunca mais passou nas praias e que delícias como o Fura Bolo derreteram.

Publicado em Mônica 30 anos- Novembro de 1993- Preço da edição Cr$1.800,00


Ciuccio

Algumas modinhas são tão relâmpagos que aparecem e somem com uma rapidez incrível.

A tal chupetinha de acrílico era um mini-acessório para colocar em qualquer lugar (mochila, tênis, colar, pulseira, boné, brinco, etc). Uma mania fulgaz entre os anos de 1992 e 1993.

Hoje parece algo meio bobo e ingênuo, mas confesso que cheguei a ter uma destas na minha mochila. Quer dizer, tive até a moda mudar, afinal é assim que caminha a humanidade.

Publicado em Cebolinha número 73- Janeiro de 1993- Cr$12.000,00


 Lojinha Postal Mônica e Victor’s- Fitas para Super Nintendo

Lojinha Postal Mônica e Victor’s- Fitas para Super Nintendo

No início dos anos 1990, um dos sonhos da classe média era finalmente comprar um produto importado com um cartão de crédito internacional (sem a bizarra inscrição “valid only in Brazil“).

Podia até ser uma quinquilharia inútil, mas nossos olhos começavam a brilhar se estava em um catálogo, falava gringo e estava com preço em dólar. Não importava se era Lada, pêssegos chilenos, vitaminas E em softgel, sanduicheiras, batatas Pringles, Countor Pillow ou fitas de Super Nintendo. Era o suficiente para acreditar que nós tupiniquins de renda média finalmente entrávamos na tar de globalização.

Um dos ativos mais importantes para uma criança em 1993 era uma fita de Super Nintendo ou Mega Drive. Não importava se você era da turma do encanador ou do porco-espinho (ouriço), o fundamental era se posicionar na briga dos 16-bits e passar boas horas em locadoras de games.

Esse anúncio mostra clássicos da época e de todo o sempre: Bart´s Nightmare, Final Fight, Tartarugas Ninja IV, NBA All-Star Challenge, Esqueceram de Mim e Spider-Man and the X-Men in Arcade´s Revenge.

Triste era só o preço bem salgado para comprar uma dessas belezinhas: US$79,90… Acima das minhas possibilidades (ou melhor, das possibilidades dos meus pais). Para se ter uma ideia, o salário mínimo de 1994 (não achei o de 1993) era de US$70,96.

Gostou? Então corra! As quantidades são limitadas e as ofertas são válidas até 31/03/1993!!!

Publicado em Cebolinha número 75- Março de 1993- Preço da edição Cr$22.000,00


Joias H.Stern - Linha Barbie

Nunca tinha visto essa propaganda da Barbie antes. Claro, não é uma propaganda da boneca, e sim de joias em ouro 18k.

Confesso que, ao menos para mim, foi um apelo bem materialista. A menina loirinha do anúncio (linda, por sinal) parece a Maria Joaquina da primeira versão de Carrossel, lembram? Ao menos o olhar de metidinha é o mesmo!

O apelo também é bem interessante. Muito se fala que a Barbie dita certos padrões de beleza que soam utópicos para a maioria das mulheres. Nesse caso, além de uma menininha que se parece com esse padrão, há o incentivo para que o estilo de vida luxuoso e materialista também seja seguido.

Creio que a única mulher até hoje que tenha conseguido as duas coisas seja a Paris Hilton. Mas em compensação, o conteúdo… Até nisso se assemelha com a Barbie, que também não tinha nada na cabeça! rs

Publicado em Magali 112 – Ed. Globo – Set/1993 – Cr$ 80,00


Detetive, Banco Imobiliário, Pula Pirata, Cara a Cara… não tem jeito! A Estrela tinha os melhores brinquedos!!

Tenho uma história muito triste sobre minha infância e o Batmóvel da série Superamigos.

Certos traumas são tão complicados de se superar!!

Divido com vocês numa próxima publicação relacionada à essa tão querida marca de brinquedos!

Publicado em As Aventuras dos Trapalhões 43 – Jun/93 – Cr$ A17


Em comemoração aos 2.000 curtidos no facebook.

A Morte do Super-Homem

Contextualizando…

Início da década de 90.
A indústria de quadrinhos estava sem fôlego.
A solução encontrada?
Matar o maior herói do mundo!!!

Esse arco de histórias foi marcante para o mundo de diversas formas.
Algumas delas…

“Historicamente em quadrinhos falando” matar o 1º grande super-herói era algo inimaginável!
Uma medida desesperada e polêmica ou simplesmente o próximo passo para um personagem que já tinha assoprado 50 velinhas?!
Muitos dizem que essa história marca o início da era das trevas para a indústria das comics.

Economicamente falando o burburinho gerado pela mídia favoreceu (e muito) o retorno financeiro da empreitada. Nunca antes uma história em quadrinhos tinha recebido tanta atenção da mídia. Jornais, revistas, telejornais… todos noticiaram esse evento. (Ouvi dizer que apareceu na Veja e até no fantástico. Alguém confirma?)

E para um jovem mancebinho que morava aqui no Brasil e ainda nem ia pra escola sozinho?!
O que tudo isso significou??

Continua…

Escolhi essa propaganda de gibi (e no gibi) por conta de todas coisas boas que revivi ao encontra-la.

De volta ao mancebinho…
Naquela época, (por razões obscuras) meus pais simplesmente decidiram que eu não ganharia este gibi. Não havia promessa, choro, charme ou rebeldia que convencesse os velhinhos.
E não havia nada que me fizesse desistir do meu objetivo.
Lembro que muitos foram os planos infalíveis que criei.
Lembro também que não fui bem sucedido em nenhum deles.

Vivi esse drama por semanas inteiras até que algo trágico e completamente desconhecido pra mim até aquele momento aconteceu!!

A REVISTA FOI RECOLHIDA DAS BANCAS!! (eu era pequeno e as revistas apareciam e desapareciam das bancas por mágica.)

O sonho tinha chegado ao fim!
Eu não sabia como o Super tinha morrido!
Eu não sabia quem diabos era o cara que o matou!
Eu não sabia sem um dia voltaria a ser feliz! (que trágico!)

Fiquei triste. O tempo passou e levou a tristeza embora. Só não levou a lembrança daquela edição com a capa preta e o símbolo metalizado e sangrando que eu não tinha conseguido ler.

Mais ou menos um ano depois, numa tarde cinza no colégio novo, eis que jogando conversa fora com um amiguinho, descubro que o mesmo tem a tal tão comentada edição e que estava pensando em se desfazer da mesma!
Respirei fundo pra não chorar ou sair correndo de alegria e depois de muita conversa fechamos a negociação!
Um Homem Aranha Anual 4 em troca da edição mais querida e mais sonhada da minha infância!!

Algumas vezes ainda pego minha edição de capa preta e símbolo metalizado e sangrando e, de repente, parece que não passou tempo nenhum desde aquela tarde cinza no colégio novo.

Publicadas em Wolverine 19 – Set/93 – Cr$ A23 e Hulk 25 – Nov/93 – Cr$ X6


Propaganda de um tempo em que o sonho de muitos brasileiros era ir até os Estados Unidos e comprar um monte de quinquilharias eletrônicas gringas na tal Bertabrasil Butik.

O curioso do anúncio são os preços em dólar. Como em 1993 a moeda nacional desvalorizava a cada minuto, o jeito era colocar o valor em dólar e deixar que o pessoal calculasse quanto seria em cruzeiros.

Para se ter uma idéia do (pouco) valor do nosso dinheiro, o gibi em que foi publicado o anúncio custava 22 mil cruzeiros (Cr$22.000,00).  Bons e tristes tempos!

Publicado em Cebolinha número 75- Março de 1993- Preço da edição Cr$22.000,00



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