Sopa da Galinha Azul (1989)

Sopa da Galinha Azul

Quem foi criança em 1989 possivelmente deve ter tomado uma sopa da galinha azul em uma noite fria e cinzenta na mesa com os pais ou na frente de uma TV com imagens cheias de chuviscos (HDTV? Mas nem em sonho!)

Não era apenas o “caldo nobre da Galinha Azul” que existia. Teve a sopa da Galinha Azul e também a infame dança da galinha azul…: http://www.youtube.com/watch?v=sMGPK3sZGlE

Hoje em dia a Galinha Azul está mais velhinha e não tem mais o vigor de antes. Mas quem acompanhou os anos 80 e 90 deve lembrar bem dessa galinha (com todo o respeito!) nas propagandas, supermercados e prateleiras de casa. Foi um personagem publicitário que fez muito sucesso na época (assim como o Bocão da gelatina Royal ou o Jotalhão do extrato Elefante da Cica).

Alguém se lembra também da miniatura da Galinha Azul em que você colocava os ovinhos dentro dela e depois apertava para ela botar os ovinhos? Tinha até um ovinho azul…

Então cantemos juntos: De leste a oeste, de norte a sul, a onda é a dança da Galinha Azul!!!!! Cócócó…Uh! Cócócócócó…Uh!
Publicado em As Viagens de Lulu e Bolinha número 1- Agosto de 1989- Preço da edição Ncz$2,50

Comando Estelar Flashman (1990)

Comando Estelar Flashman

Bons tempos em que podíamos dormir tranquilos pois os super-heróis japoneses estavam protegendo o planeta de terríveis inimigos.

COMANDO ESTELAR… FLASHMAN!!!!

Publicado em Almanaque da Mônica número 18- Maio de 1990- Preço da edição: Cr$43,00

Chambinho (1999)

“Meu coração

Não sei porquê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim

Foges de mim…”Ai, ai!! O queijinho mais romântico das nossas infâncias!!!

Publicado em Cebolinha 157 – Out/99 – R$ 2,20

Competition Joystick – Dynacom (1990)

Competition Joystick (Dynacom) – 1990

É, o joystick padrão do Master System era “flat”, por isso em determinados jogos esse aí poderia cumprir melhor a função.

Agora pensem no sucesso que eu fiz quando consegui numa assistência técnica local que adaptassem isso no meu Atari.

Confesso que não enxergava muita vantagem em usar esse manche no Master System, mas era indispensável para 99% dos jogos do Atari. Com essas ventosas que grudavam numa superfície (uma mesinha, por exemplo) o joystick se transformava em uma ferramenta de precisão! Uma das minhas poucas jogadas de mestre da minha infância!

Publicado em Cascão 99 – Ed. Globo – Out/1990 – Cr$ 50,00

Álbum de figurinhas Que Rei Sou Eu? (1989)

Álbum de figurinhas Que Rei Sou Eu?

Pode até meio estranho um álbum de figurinhas de uma novela. Não deve existir muitos por aí…

Acontece que a novela Que Rei Sou Eu fez tanto sucesso no distante ano de 1989 que o Reino de Avilan também virou figurinha.

Em um período que o Brasil sofria derrotas diárias para a corrupção e impunidade, a novela era uma comédia crítica do país que parecia não ter mais jeito. Restava a nós rir de nossas mazelas diante da telinha.

Será que faria sucesso um álbum da Avenida Brasil e as figurinhas da Carminha e da Nina? Alguém se lembra de algum outro álbum de figurinhas de uma novela?

Quem quiser conhecer (ou lembrar) do álbum pode entrar no seguinte link: http://retromotoca.wordpress.com/2010/10/29/album-que-rei-sou-eu/

Publicado em Almanaque da Mônica número 13- Julho de 1989- Preço da edição NCz$2,00

Quik (1996)

Quik

Para mim Quik sempre foi um produto que ficou meio marginalizado na disputa dos achocolatados. As pessoas geralmente são Toddy ou Nescau. O pobrezinho do Quik parece que sempre fica meio que escondido em uma prateleira inferior do supermercado.

O coelhinho mascote do produto é simpático, mas meio insosso. Curioso é que ele sempre aparece nas propagandas, só que não podemos dizer que ele desparta paixões.

Na minha opinião o que o produto tem de melhor é o slogan: “Faz do leite uma alegria”.  Acho bem bolado, embora confesse que nunca fiz questão de fazer uma alegria meu leite com Quik.

Outro diferencial do produto é o pó sabor morango. Talvez seja o único do mercado com esse sabor. Tem gente que gosta, tem gente que odeia… (uma dúvida: utilizamos o termo achocolatos para designar o pó sabor chocolate, mas como chamar o pó sabor morango? “Amorangado”? hehehe)

Hoje em dia Quik não existe mais, virou Nesquik. Mas ele ainda segue lá, tímido, sem muito destaque, meio decadente, meio invisível, mas ainda assim gerando alguns reais de receita para a Nestlé.

Publicado em Cascão número 246- Junho de 1996- Preço da edição R$1,00

Galak (1970)

Grandes clássicos Nestlé existem desde gerações passadas. Um exemplo é o caso do Galak.

Reparem na embalagem que existiu até os anos 80. Não no logotipo, pois a Nestlé se reestilizou, mas todos os chocolates eram embrulhados por um papel e por dentro um papel alumínio. Eu sempre colocava como desafio para mim mesmo tirar o papel alumínio amassando-o o menos possível. Sim, quando criança um chocolate não era só um doce, mas sim uma diversão em todos os aspectos.

Uma coisa lamentável que me faz ser saudosista ao extremo é o tamanho do chocolate. Embora nessa gravura não esteja especificado o peso em gramas, lembro que na década de 80 ele ainda era bem maior do que hoje. Aliás, todos os chocolates eram. Reparem a grossura desse chocolate da foto.

Graças à maquiagem de produtos, hoje o que vemos são embalagens toscas e com muita poluição visual, com pesos vergonhosos que não passam de 30g. E as informações nutricionais no verso fazem você se sentir um criminoso por comer chocolate. Ou você alia “bons hábitos de saúde” e “alimentação balanceada”  àquele tabletinho ou você vai virar um gordo pançudo. Dá a impressão que a empresa diminuiu o tamanho de seus produtos pensando em nosso bem-estar. Só uma coisa aumentou de tamanho: o preço. E esse independe do tamanho da embalagem.

Não é a toa que tudo o que postamos aqui evoca verdadeiras nostalgias em nossa mente. Tudo parecia melhor e mais bem-feito…

Publicado em Mickey 209 – Março/1970 – NCr$ 0,80