Adaptadores Dynacom (1990)

Adaptadores Dynacom

No final dos anos 1980 e início dos anos 1990, o mercado brasileiro de videogames oferecia algo bizarro chamado consoles piratas (ou genéricos ou clones).

Como a Nintendo não tinha o menor interesse em  lançar seu Nintendinho 8- bits (ou NES) na terra de Sebastião Lazaroni  e da reserva de mercado, muitas empresas lançaram videogames compatíveis com os jogos do NES. E o melhor de tudo:  sem autorização nenhuma da Nintendo!

Muita gente teve como primeiro videogame um destes piratinhas: Phantom System (Gradiente), Top Game (CCE), Turbo Game (CCE), Bit System (Dismac), Hi-Top Game (Milmar), Super Charger (IBTC), Dynavision (Dynacom). Um clone era a única forma de jogar Mario Bros, Contra, Yo! Noid, Battletoads, Double Dragon, ou Mega Man no Brasil até 1993 (quando finalmente a Nintendo entrou de forma oficial no país).

Alguns destes consoles eram compatíveis somente com os cartuchos americanos da Nintendo (60 pinos, A-60), enquanto outros apenas com os cartuchos japonenses (72 pinos, J-72). O jeito era comprar um adaptador para seu genérico também rodar os jogos do slot americano ou japonês.

Neste anúncio, a Dynacom ainda teve a cara de pau de colocar  “Nintendo é marca registrada da Nintendo-Corp USA”. Malandragem, dá um tempo…

Publicado em Almanaque da Mônica número 21-  Novembro de 1990- Preço da edição Cr$90,00

Chocolate Quik (1996)

Chocolate Quik

Da série: produtos que quase ninguém lembra.

Em 1996, o coelho mascote do Quik fez hora extra na Nestlé para promover seu tradicional achocolatado em pó e um chocolate com recheio de leite.

Teoricamente seria um forte concorrente para as barrinhas da Kinder . Na prática, o produto foi um fracasso que durou pouco tempo nas prateleiras.

E no texto da propaganda ainda tem mais um “Peça pra mamãe”. Que publicitários malditos! Era “compre batom” de um lado, “não esqueça minha Caloi” do outro, “avise seu papai” acolá… Assim não tem orçamento familiar que resista a tanto apelo!

Infelizmente, o coelhinho meio azarado do Quik voltou para seu produto original. Sempre meio escondido, à margem da disputa histórica entre Nescau e Toddy, mas sempre se esforçando para fazer do leite uma alegria.

Publicado em Magali número 183- Junho 1996-Preço da  edição R$1,00

Lanche Bag Disney (1989)

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Um ÓTIMO motivo pra não faltar na escola!

Tá certo que minha mãe nunca me mandou um X-Salada de merenda (o menu sempre eram bisnaguinhas e um frasquinho com suco ou leite), mas tá aí uma invenção bem bacana que deve ter ajudado muitos pais na árdua tarefa de convencer seus pimpolhos a levar e comer seus lanchinhos diários!

Publicado em Pato Donald 1848 – NCz$ 1,50 – Set/89

Isotonics (1986)

Pat Donald 173- Cz$4,50- nov 86 2

Nunca entendi o porquê de propagandas com aparelhos de ginástica aparecerem ocasionalmente nos gibis. Será que era muito barato anunciar em uma revista em quadrinhos ou os profissionais de marketing tentavam criar uma geração de crianças marombadas?

Pelo que me recordo, em 1986 eu estava mais interessado em desfrutar de um lanche Mirabel lendo um gibi do Pato Donald do que ter um tríceps bem definido. Pra falar a verdade, até hoje eu prefiro isso….

Segue abaixo o texto genial do Isotonics. Não dá vontade de comprar? Será que ainda vende?

Agora tenho o corpo de um herói

“Eu sempre adorei ler histórias em quadrinhos. É tão emocionante, parece até que estou vivendo tudo isso. Vejo as lutas, os monstros, as lindas garotas que aparecem…tudo isso é simplesmente incrível! Sabe, eu sempre tive uma incrível vontade: ter um corpo igual ao dos heróis de revista. Um corpo bem feito, bonito, cheio de músculos.

Um dia meu amigo me mostrou o ISOTONICS

Você nem vai acreditar: foi espantoso! Comecei a usar somente 10 minutos por dia e meus braços ficaram mais fortes, minhas pernas endureceram como pedra e meus ombros ficaram mais largos e modelados Fiquei tão feliz em ver o meu corpo nessa nova forma! Foi só seguir o Princípio da Resistência Programada, que vem bem explicado junto com o Isotonics, e tudo ficou mais fácil para mim. Vamos, meu amigo, faça como eu: use o Isotonics para ficar também com o corpo de um herói. Que nem o meu!”

Publicado em Pato Donald número 1773- Novembro de 1986- Cz$4,50

Karo (1986)

Karo

Pelas barbas de Netuno, mais uma propaganda do produto que sempre achei que fosse mel.

Karo, o alimento à base de Glucose de Milho, vira e mexe sempre fazia suas aparições em gibis nos anos 1980. Nesse anúncio ele utiliza um expediente interessante: uma historinha em quadrinhos entre um pirata e um “pirata de asas”.

Bacana também o título da propaganda: “Pãodemônio (sic) em alto mar”. Clique aqui ver outra propaganda da Karo de 1986

Karo existe até hoje e pesquisando no Google descobri que faz parte do portfólio gigantesco da Unilever. O modesto produto que sempre está meio escondido em uma prateleira inferior nos supermercados, ainda garante uma dose de energia para as crianças e alguns dólares para uma gigante multinacional.

Então…põe Karo. O alimento predileto dos piratas e papagaios!

Publicado em Pato Donald número 1773-  Novembro de 1986-  Preço da edição Cz$4,50

Farinha Láctea Nestlé (1961)

Farinha Lactea

Tá certo que esse produto fez parte da infância de muita gente, era uma opção nutritiva e barata, até que era gostoso, etc, etc… mas alguém já pediu um refresco de farinha láctea? Refresco?

Uma ótima opção para tardes quentes de verão: um delicioso refrêsco (com acento circunflexo como na propaganda) de Farinha Láctea Nestlé.

Publicado em Zé Carioca (O Pato Donald apresenta) número 513- Setembro de 1961- Preço da edição Cr$15,00

Ki-Suco (1996)

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Muito antes mesmo desta propaganda de 1996 a gente já curtia Ki-Suco, o “suquinho” colorido com a jarrinha do sorriso estampado no envelope.

Ki-Suco era a opção mais em conta para alegrar o lanche da tarde, ou acompanhando as refeições. Com certeza muitos já fizeram “sorvete de Ki-Suco” enchendo as forminhas de gelo e refrescando os dias de verão em tempos de outrora.

Diversas marcas nos remetem automaticamente aos bons tempos da infância, e entre elas, este suquinho cheio de corante que deixava a língua totalmente colorida.

– Ahh mãe… compra Ki-Suco pra mim…

Lembra?

Propaganda originalmente publicada em Almanaque Disney nº 298 – Maio/96 – R$ 3,40