Chicle de bola Adams (1968)

adams

Um dos diferenciais no dificílimo processo de compra de um chiclete no século passado era saber qual deles fazia a maior bola! (Nem que para isso colocássemos 38 chicletes ao mesmo tempo na boca)

A patrulha do politicamente correto odontológico ainda estava muito distante e o cachorrinho da propaganda poderia ficar impressionado com as bolas de chicletes que faziam as crianças levitarem. Outros tempos…

Quanto ao chiclete da Adams anunciado confesso que tenho lembranças nulas a respeito dele. Da Adams só me lembro do clássico Mini Chicletes, Bubbaloo e daquelas caixinhas com duas ou doze unidades. Alguém chegou a mascar (e fazer bolas) com o chicle deste post?

Contribuição do grande amigo mascador de chicletes Marco Antônio!!!- Publicado em Nick Holmes n° 46- 1968

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Chicletes Big Big (1998)

Chicletes Big Big

Era quase um pedaço de pedra mastigável, mas também era a opção mais econômica. Na padaria perto de casa o Big Big custava acessíveis R$0,03!!! Uma pechincha frente aos R$0,05 do Ping Pong e aos R$0,10 do Bubbaloo.

Assim como as balas de cereja e eucalipto, o Big Big também tinha as suas figurinhas com mensagens (pelo menos nessa coleção Signos). Isso ainda existe ou ninguém mais dá atenção a uma mensagem de uma bala?

É curioso como é possível ter boas lembranças mesmo de algo que me causou tantas obturações e idas ao dentista…

Publicado em Cebolinha número 145- Novembro de 1998- Preço da edição R$2,00

Tesouro do Faraó Estrela (1990)

Tesouro do faraó Estrela.

É impressionante como alguns grandes impérios dos anos 1980 representam hoje muito pouco ou quase nada perto do que já foram. Empresas como a Olivetti, Kodak e Estrela (pelo menos no Brasil) eram algumas das minhas referências de grandes empresas e lideres absolutas de mercado.

A relação entre gibis e quadrinhos é óbvia. A Estrela deve ter sido um dos maiores anunciantes de gibis durante a década perdida (só o onipresente Instituto Universal Brasileiro deve ter feito frente aos investimentos da Estrela nos gibis…hehehe). Quase tudo que era novidade nas prateleiras de brinquedos aparecia também nos papéis coloridos  das histórias em quadrinhos.

Será que um dia a Apple dirá para a Kodak “eu sou você amanhã”? Ou será que daqui 30 anos o iPad será tão jurássico quanto um Pense Bem? Acho que esses segredos nem o faraó sabe…

Publicado em Magali número 33- Setembro de 1990- Preço da edição Cr$40,00

(O outro) Woodstock! (1984)

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O Sherlock tem o Watson.
O Don Quixote tem o Sancho.
O Batman tem o Robin.
E o Snoopy tem o Woodstock!!

Um pequenino passarinho amarelo que voava como o Denzel Washington em seu último filme e sempre expressava de maneira forte e incisiva suas opiniões para seu carismático parceiro de aventuras (um tal de Snoopy).
O beagle mais famoso do mundo e seu fiel escudeiro são personagens da tirinha Peanuts (por aqui Minduim) e foram criados por Charles Schulz e publicados pela primeira vez em 1950.
Snoopy se tornou um personagem tão querido e único que seu nome passou a substituir (informalmente) o nome original da série.

Dividindo minhas memórias com vocês…
Dessa linha de brinquedos, eu tive um pequeno Snoopy de pelúcia que usava um uniforme vermelho cheio de bolsos e sapatos com cordão pra ajudar a criançada a aprender a amarrar o próprio sapato.

P.S: Alguém aí sabe se existe um motivo para esse passarinho tão amarelo receber esse nome de batismo?

Publicado em Cebolinha 138 – Cr$ 600 – Jun/84

Chocolates Garoto (1971)

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Respondam rápido!
O que difere a Chocolates Garoto das outras fabricantes de chocolate?
Respondeu certo quem disse que é a única empresa do Brasil que coloca um bombom de banana em sua mais do que conhecida caixa de chocolates amarela.
No começo da sua história, a garoto tinha o nome de fábrica de balas H. Meyerfreund & Cia (sim, ela fabricava balas quando começou a operar).
Essas balas eram vendidas por garotos em pontos de bonde, lá em Vila Velha. Por conta desses detalhes, elas passaram a ser chamar de balas GAROTO!! (As coincidências da vida!)
Além do bombom de banana, a Garoto é responsável pelo Talento, Baton e Serenata de Amor (esse último deixa na lona os concorrentes Sonho de Valsa e Ouro Branco!)
Se você for ou estiver no Espírito Santo, aproveite e vá fazer uma visita na fábrica deste marco do folclore nacional (estou me referindo ao bombom de banana)!

Publicado em Mickey 224 – Cr$ 1,00 – Jun/71

Chocolate Peteka da Kibon (1971)

Chocolate Peteka da Kibon (1971)

Eu não me lembro de ter experimentado este chocolate da Kibon. Mas, vendo esta propaganda antiga, deu até vontade. Ainda mais chocolate branco que é uma delícia.
O engraçado para mim, é o sorriso da garota, estampado bem no meio da imagem.
Se retirassem o chocolate e acrescentassem um creme dental, ficaria perfeito.

Publicado em Mickey n 228 – Outubro/1971 – Cr$ 1,00

Campanha Editora Globo (1993)

Especial Denis o Pimentinha Cr$500,00 set 1993

A era de ouro dos quadrinhos acabou!

Bem… isso é verdade pelo menos no formato papel. A adorável velharia chamada gibi nunca mais terá a popularidade que alcançou na segunda metade do último século.

Não acredito que o gibi vire um nicho como, por exemplo, o jogo de botão. Novos formatos como o Tablet e o iPad devem garantir a sobrevivência (ou reinvenção) das HQs. Mas não será um trabalho fácil concorrer com cada vez mais opções de lazer, cultura e entretenimento.

A campanha deste anúncio da Editora Globo define exatamente o que penso dessa paixão. De certa forma, durante a infância o gibi foi a minha internet. Era lá o meu refúgio, o espaço para adquirir cultura útil e inútil, o conhecimento que minha imaginação buscava, etc, etc. Como ainda não tinha o Google, me escorava nos conhecimentos do Manual do Escoteiro Mirim.

Parafraseando o cantor (com uma pequena alteração), é a força da tecnologia que ergue e destrói coisas belas.

Publicado em Denis, o Pimentinha- Setembro de 1993- Preço da edição Cr$500,00