Almanaque Abril (1988)

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Almanaque Abril 89

O Grande Mestre! Um guerreiro! Um sobrevivente da guerra nuclear que a Internet causou com os livros e enciclopédias! Uma Wikipedia ambulante.

Todos esses adjetivos cabem bem para o Almanaque Abril, que foi publicado em forma de anuário de forma ininterrupta durante 40 anos. Mas é com pesar que comunicamos o falecimento desse guerreiro em 2016. A Editora Abril disse que vai deixar de publicar o Almanaque a partir do ano que vem.

Há inclusive abaixo-assinados virtuais para que a Editora repense essa decisão. Cá entre nós, eu duvido que ela volte atrás. Já acho um verdadeiro milagre que ele tenha durado tanto tempo.

Se você foi estudante nos anos 80, então sabia que ele não podia faltar na estante da sua sala! “O Grande Mestre” vai deixar saudades.

Publicado em Margarida 64 – Dezembro/1988 – Cz$ 230,00

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Linha dos Vilões Disney Phebo (1980)

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Linha dos Vilões Disney Phebo

A Phebo sempre lançou linhas de shampoos e produtos com a turma da Mônica, desde a década de 70 até a década de 90, mas essa foi a única que eu vi que foi lançada com personagens Disney.

Achei uma bela sacada terem fugido dos tradicionais personagens (Donald, Tio Patinhas, e colocado os vilões… alguns deles poucos conhecidos hoje, como o Dr. Estigma.

Mas….. o que o Urtigão e a Clarabela estão fazendo aí nesse meio? O Urtigão pode ser um velho ranzinza, mas só é vilão na opinião do Peninha. E a Clarabela é meio chatinha, mas… quem não é? rsrs

Ponto positivo para Shampoo da Madame Min (que ironicamente tem o cabelo ruim), Creme Rinse (Condicionador) da Maga (que tem o cabelo super liso – acertaram na mosca!), Creme Dental do João Bafo-de-Onça (veja se tem cabimento um negócio desses!) e Bronzeador do Mancha Negra! E o Sabonete do Urtigão? Para quem não sabe, a urtiga é uma planta que dá muita coceira em contato com a pele. Sensacional! Uma sacada melhor que a outra.

Uma pena que esses produtos não estejam mais na prateleira dos mercados, meros 36 anos depois do lançamento. Droga! Alguém me arrume um DeLorean urgente, por favor!

Publicado em Zé Carioca 1477 – Fevereiro/1980 – Cr$ 7,00

Relógio M-Shock (1988)

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Relógio M-Shock

Se você acha que as propagandas da Polishop são persuavisas, com certeza elas copiaram a técnica da Sonora! Afinal, qual era o relógio da época que foi “desenvolvido por técnicos da NASA com materiais super resistentes à corrosão e ao desgaste, totalmente blindado?” E qual era o relógio cujo “mecanismo de terceira geração” não permitia erros de cronometragem? É praticamente um relógio atômico no seu braço! Em compensação, deixe cair no chão o seu Apple Watch pra você ver o que acontece. rsrs

Outro detalhe interessante: A Sonora se destacava nessa época por vender máquinas fotográficas “retornáveis.” O filme vinha embutido na máquina. Você enviava por correio a máquina, e eles devolviam para você as fotos reveladas, e outra máquina com outro filme de 20 fotos. O duro era ficar sem máquina fotográfica enquanto uma tinha sido enviada para revelar as fotos.

Por que estou falando isso? Repare que se você comprasse o relógio, ganhava uma máquina fotográfica! Bela maneira de atrair novos “assinantes” para o serviço.

Quanto custaria esse relógio se o anúncio fosse de hoje? Vamos às contas:

O gibi na época custava Cz$ 140,00 e o relógio Cz$ 1450,00 + Cz$ 250,00 de despesas de correio. O mesmo gibi hoje custa R$ 19,90. Regra de 3, noves fora, e chegamos a um valor de R$ 205,00 + R$ 35,00 de despesas de correio, totalizando R$ 240,00. E aí, vai encarar?

Ah, mais um detalhe: Pra vocês terem uma ideia de como era a inflação nessa época, em menos de 6 meses o preço passaria para R$ 480,00, e assim por diante….

Publicado em Disney Especial Reedição 45 – Abril/1988 – Cz$ 140,00

Revista Boa Forma (1988)

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Revista Boa Forma

A revista Boa Forma começou a ser publicada no ano de 1986 pela Editora Azul, que acabou sendo “absorvida” pela Editora Abril em 1997. Até hoje, a revista é publicada e é facilmente encontrada nas bancas. O difícil é encontrar as bancas! hahaha

O desafio está lançado a vocês, leitores! Quem é a moça da foto? É atriz? Temos curiosidade de saber. Já descobrimos o paradeiro de alguns modelos de propagandas postadas aqui, e agora queremos descobrir dessa também.

Quem ajudar a identificar vai ganhar uma caixa de chocolate da Turma da Mônica preto e branco (hummm…. saudades!)

Publicado em Disney Especial Reedição 45 – Abril/1988 – Cz$ 140,00

Rádio “Anteninha” (1986)

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Rádio “Anteninha”

Você já viu um “rádio-boné?” Há exatos 30 anos atrás, em pleno ano de Copa do Mundo (disputada no México), ter um rádio assim podia quebrar um bom galho.

O anúncio só não deixa claro se ele funciona somente com fones de ouvido (mono ou stereo? Na foto só mostra fone de um lado) ou se aqueles “furinhos” funcionam como auto-falante.

Em 1986, os walkmans ainda estavam em estágio embrionário. Era um sonho ter um, mas não era nada fácil encontrar. Os CEPs das ruas ainda tinham só 5 dígitos.E repare que não é um rádio AM/FM. É um rádio AM ou FM. Ou você comprava um boné para ouvir jogos nas estações AM, ou para ouvir músicas nas estações FM.

E fazendo aquela continha que gostamos de fazer, vamos calcular como seria o preço dele hoje: O gibi custava Cz$ 4,00 (quatro cruzados). O rádio custava Cz$ 550,00 ou Cz$ 700,00, ou seja, 137 ou 175 vezes mais que o gibi.

Se hoje o gibi nas bancas custa R$ 4,00 (quatro reais), então nem fica tão difícil calcular: O boné custaria algo em torno de R$ 550,00 (AM) ou R$ 700,00 (FM). Pode parecer algo absurdo e inimaginável, mas pense que na época era como se estivessem anunciando um smartphone.

E são com esses anúncios que você consegue perceber a evolução de tudo: economia, tecnologia, moda, comportamento, tendências….

Gostou? Então deixe seu comentário no blog ou na página do Facebook. Compartilhe com seus amigos para que eles também sintam a nostalgia.

Publicado em Zé Carioca 1784 (Agosto/1986) – Cz$ 4,00

Meias Acinho (1983)

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Tudo bem que essa não é uma daquelas propagandas de marcas e produtos clássicos, que imediatamente traz aquele sentimento de nostalgia, mas acho que vale o registro pela raridade! Esse é o tipo de propaganda “local”, daquelas que aparecem em apenas um gibi e depois você nunca mais vê.

A empresa de Meias Aço, de acordo com alguns sites, funcionou pelo menos até 2010. Não consegui achar registros mais atuais. Esses mesmos sites dizem que essa marca se consagrou nos anos 70 com o slogan “Aço para o papai e Acinho para o filho”.

E o que dizer da antiquada expressão “garotões e garotonas transados”? Hoje os garotões e garotonas também são transados, mas com certeza não do mesmo jeito que na década de 80. hehehe

Publicado em Pato Donald 1664 – Setembro/1983 – Cr$ 160