Monareta da Monark (1966)

monareta
Monareta 67 Mirim

Texto do nosso leitor e colaborador Silvio Elizei:

Imagine direcionar uma propaganda extensa como essa nos dias de hoje para uma geração que já nasceu imersa na tecnologia e na preguiça. A grande maioria acostumada com uma sedutora foto e um magnético slogan estilo “pá-pum” sequer se daria ao trabalho de ler o “loooongo” texto; os poucos que fizessem isso cairiam na gargalhada com as gírias e a mensagem inocente (isso depois que o Grande Oráculo conhecido como Google lhes revelassem o que raios afinal significa um pônei), mas se identificariam com a impactante mensagem final: “exija do papai”, mas, óbvio, não uma bicicleta, quer dizer, bike e sim um Playstation 4, quer dizer, 5, afinal ,pra que fazer exercício se é mais cômodo (e seguro) ficar trancafiado em prisão domicili…quer dizer no conforto do lar?

Em tempo: o Pelé andava de bicicl…quer dizer, bike? Claro que não! Achas que ele ia abrir mão da luxuosa Aerowillys? O glorioso nome do atleta do século XX vendia até bife pra vegetariano, quer dizer, vegano… Não tem conversa, meu chapa (não?!imagina se tivesse…), quer dizer, demorou,parça, é nóis!

Em tempo: O texto da propaganda diz (com a acentuação original e tudo): “A turma dos mais velhos adorou. Agora, é a vez da turminha barra limpa. A sua vez, amiguinho. É a onda máxima, mora! Diga ao Papai que êle não precisa comprar bicicleta todo ano. Um único tamanho de Monareta serve para muitos e muitos anos. Mostre quanta economia (êle entende disso). Diga à Mamãe que pedalar na Monareta é um exercício legal para você se desenvolver mais depressa e ganhar saúde. Mamãe vai aprovar! E olhe: Monareta tem selim “Mustang” igual a uma sela de verdade, para que você sinta a emoção de cavalgar um pônei. E ainda: Mini-rodas, baixinhas e bem macias (com rodinhas auxiliares, p’ra aprender a andar). Não tem conversa, meu chapa: êste ano o presente é Monareta. Exija-a do Papai!

Publicado em Almanaque Tio Patinhas 16 – Ed. Abril – Novembro/1966 – Cr$ 500

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Chocolate Puck (1983)

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Chocolate Puck (1983)

Texto do nosso leitor e colaborador Silvio Elizei:

Os mais antigos se lembrarão (com profunda saudade gustativa) de um tempo em que, salvo exceções como Dizioli, Danúbio e Chocolates Natal, os chocolates não tinham esse modernoso gosto de vela e textura quebradiça.

Se lembrarão também que existia um leque maior de opções: Tobler, Chocolate Mirabel, Prink, Sönksen, Evelyn, Saturno, Milktex e outras que ou sucumbiram ou foram vorazmente incorporadas. Éramos felizes e sabíamos.

Publicado em Cascão 25 – Ed. Abril – Julho/1983 – Cr$ 140

Heróis Halley no Mappin (1986)

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Heróis Halley (1986)

O nosso leitor e colaborador Fabiano Carapuça nos enviou um verdadeiro tesouro. Uma raridade de extremo valor, extraída de revistas que nenhum de nós aqui no blog tínhamos sequer conhechimento de sua existência.

Que a passagem do Cometa Halley em 1986 atraiu a atenção do mundo, isso foi um fato. Que muitas empresas e marcas tentaram pegar uma carona nele para ganhar um dindim, isso é outro fato. E que todo mundo se decepcionou na passagem do cometa, isso também é um fato! Afinal, ele foi tão discreto que quase ninguém viu e aquele frissom todo se tornou uma triste lembrança para muitos.

No Brasil, o publicitário Marcelo Diniz registrou a marca “Halley” em 1980. Ele fez o mesmo na França, na Alemanha e nos Estados Unidos em 1982. Em parceria com o ilustrador Lielzo Azambuja, Diniz criou a Família Halley, sobrevivente da destruição do planeta Hydron. Na história, o cometa era formado pela calota polar do mundo natal dos personagens.

A Editora Abril foi apenas uma das 63 marcas que fizeram negócio com Diniz. Lançou a revista bimestral em quadrinhos “A Era dos Halley”. Cada edição tinha dois capítulos, textos sobre astronomia e até mesmo um “Jornal do Cometa”, seção com novidades sobre a passagem do Halley pela Terra. [informações dos últimos 2 parágrafos coletadas no site “Guia dos Curiosos”]

Com isso, o saudoso Mappin ficou com a tarefa de vender os uniformes dos heróis. Na minha humilde opinião, parece que “Halley, Halleyxandra, Halleygante e Halleyzinha” parecem nomes que foram criados em menos de um minuto e aprovados tipo “ah, pode ser isso aí mesmo.”

E você? Observou a passagem do cometa em 1986? Comprou seu uniforme da família Halley? Um excelente artigo do jornal O Globo conta como foi a expectativa criada na época. Vale a pena a leitura: Quem queria ver o cometa ficou a ver navios

Propaganda publicada na revista A Era dos Halley – Ed. Abril – Fev/1986 – Cr$ 9.000,00

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Mini-Fórmula 1 Ping Pong (1986)

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Mini-Fórmula 1 Ping Pong (1986)

A primeira vez que eu vi essa propaganda na infância foi num gibi usado. Meus olhos brilharam e eu fiquei incrédulo, admirando a imagem por horas.

Quer dizer que uma criança como eu poderia ter um carro de verdade movido à gasolina? Esse era o meu sonho mais louco! Mais do que ganhar o Master System! Não iria querer mais nada se eu tivesse um carro desses.

A alegria sumiu em instantes quando eu vi o período de validade da promoção…. 15/11/1986. Acredito que era o ano de 1989 quando eu vi essa propaganda. Em 1986 eu tinha meros 5 aninhos.

Bem, confesso que depois disso fiquei esperando outra promoção semelhante. Hellooo, Ping-Pong. Já estamos em 2016, e cadê meu mini-fórmula 1? Tenho milhares de embalagens de chiclete e algumas obturações nos dentes até hoje. Acho que estou mais que credenciado para ganhar isso aí, não?

Propaganda fornecida pelo nosso leitor Fabiano Carapuça
Publicado em Margarida 03 – Ed. Abril – Agosto/1986 – Cz$ 4,50

Baton (1988)

baton
Bayon (1988)

Essa propaganda era daquelas que ocupavam o último quadrinho da página. Geralmente a historinha que possuía esse tipo de inserção tinham outros 3 no mesmo estilo, que somados, completavam uma página inteira.

Acho que era uma maneira de o anunciante pagar mais barato. Ao invés de uma página inteira, 4 anunciantes diferentes pagavam por uma tirinha.

Fato é: Alguém mais tem saudades do Baton antigo? Ou é exagero meu achar que todos os chocolates dos anos 80 eram melhores do que os de hoje?

Publicado em Mickey 470 – Ed. Abril – Novembro/1988 – Cz$ 290,00

Icepop (1983)

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Icepop (1983)

 

Ice Pop é o sorvete mais… epa! Seu mente suja! Estamos num blog de família. E para seu governo, o “gozado” dos anos 80 nada mais era do que algo muito engraçado!

E o que tinha de engraçado nele (ou gozado)?  Bem, digamos que nessa época ainda não existiam, com a popularidade que existem hoje, os geladinhos… ou sacolés, chup-chups, não importa como chamem. Se você quisesse um sorvete, tinha que ir até a padaria. Comprar um “sorvete”, mesmo que hoje conheçamos como geladinho, para gelar em seu freezer ou congelador doméstico era algo incrível!

E acertou quem disse que o Ice Pop foi o pai do Icegurt, vendido hoje pelos “tios” na rua com o carrinho e uniforme azul e rosa com o sininho de bicicleta! É praticamente a mesma coisa. Mas talvez não com o mesmo charme.

E acreditem, o Ice Pop ainda é produzido, agora pela empresa BN Mascarenhas, com sede na Bahia! Com licença que eu estou indo logo ali comprar um pacote….

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Publicado em Mônica 155 – Ed. Abril – Março/1983 – Cr$ 200