Nescau – Bolas Grátis (1966)

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Juntar rótulos e enviar por carta para trocar por prêmios! Quem nunca? Nas décadas de 80 e 90 isso era muito comum (este que vos escreve fazia isso com toda promoção que encontrava) mas pelo jeito a prática vem de décadas antes!

Nescau sempre foi um dos campeões nesse tipo de promoção. Bora juntar 10 rótulos?

Publicado em Pato Donald 766 – 12/07/1966 – Cr$ 150

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Lancheira e Estojo Atma (1966)

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A inocência de uma época onde se levava para a escola a “garrafinha de leite tampada com rolha”, bem como “compasso e transferidor” na lista de materiais.

Algumas coisas curiosas sobre a propaganda:

  • O destaque para o “plástico inquebrável” dos produtos;
  • A inclusão de um mapa-mundi no estojo para ajudar as crianças;
  • O fato de o produto ser desenhado e não existir uma foto real dele. Em 1966, usar uma foto em um anúncio devia ser um trabalho muito caro. Lembrem-se de que não existia computadores pessoais e programas de edição de imagem, o que certamente encarecia muito o serviço. Um desenho deveria ser mais fácil de publicar.

Sentiu-se velho? Já parou para pensar que para um adulto nos anos 80, essa já poderia ser uma propaganda nostálgica? É, meus amigos… esse anúncio tem nada mais nada menos do que mais de meio século de existência.

É o Blog Propagandas de Gibi trazendo de volta o passado para vocês!

Publicado em Pato Donald 766 – 12/julho/1966 – Cr$ 150

Volkswagen SP2 (1973)

sp2 Essa propaganda foi uma tremenda “covardia”! Ouso dizer que esse foi o carro mais cobiçado da época no Brasil! Durante boa parte da minha adolescência, eu também sonhava em ter um. Como eu sabia da existência dele? Exato, lendo meus gibis, numa propaganda como essa (se não for a própria!) Mas ele já era raro de se encontrar à época, e o preço era um absurdo.

Quem gosta de futebol nunca perde a chance de discutir quem é a maior torcida! Na era pré-internet, a única maneira de tirar isso a limpo era numa votação em papel. E quem era louco de não votar? Além de ajudar a aumentar a fama do time e ganhar aquela discussão com o amigo, o prêmio era de arrepiar!

Em tempo: Notem que o nome do carro não é citado na propaganda. Mas nós sabemos bem qual é. hehehe

Leia mais sobre essa belezinha aqui na Wikipedia.

Publicado em Zé Carioca 1123 – 18 de maio de 1973 – Cr$ 0,70

Biscoitos São Luiz Nestlé (1988)

ZCDuas pérolas numa imagem só: Brinquedos LEGO dos anos 80, e os famosos biscoitos São Luiz Nestlé. Eu amava comer os biscoitos de Maizena mergulhando eles no leite com chocolate! Os pacotes dos recheados tinham 200g, e sim, havia bastante recheio.

Hoje em dia, não só diminuíram o tamanho dos pacotes (todas as marcas aderiram a essa maquiagem de produtos) como também afinaram a casca, e a quantidade de recheio ocupa metade do diâmetro da casca.

Depois nos perguntam porque somos tão saudosistas…

Publicado em Zé Carioca 1834 – Julho de 1988 – Cz$ 80,00

Monareta da Monark (1966)

monareta
Monareta 67 Mirim

Texto do nosso leitor e colaborador Silvio Elizei:

Imagine direcionar uma propaganda extensa como essa nos dias de hoje para uma geração que já nasceu imersa na tecnologia e na preguiça. A grande maioria acostumada com uma sedutora foto e um magnético slogan estilo “pá-pum” sequer se daria ao trabalho de ler o “loooongo” texto; os poucos que fizessem isso cairiam na gargalhada com as gírias e a mensagem inocente (isso depois que o Grande Oráculo conhecido como Google lhes revelassem o que raios afinal significa um pônei), mas se identificariam com a impactante mensagem final: “exija do papai”, mas, óbvio, não uma bicicleta, quer dizer, bike e sim um Playstation 4, quer dizer, 5, afinal ,pra que fazer exercício se é mais cômodo (e seguro) ficar trancafiado em prisão domicili…quer dizer no conforto do lar?

Em tempo: o Pelé andava de bicicl…quer dizer, bike? Claro que não! Achas que ele ia abrir mão da luxuosa Aerowillys? O glorioso nome do atleta do século XX vendia até bife pra vegetariano, quer dizer, vegano… Não tem conversa, meu chapa (não?!imagina se tivesse…), quer dizer, demorou,parça, é nóis!

Em tempo: O texto da propaganda diz (com a acentuação original e tudo): “A turma dos mais velhos adorou. Agora, é a vez da turminha barra limpa. A sua vez, amiguinho. É a onda máxima, mora! Diga ao Papai que êle não precisa comprar bicicleta todo ano. Um único tamanho de Monareta serve para muitos e muitos anos. Mostre quanta economia (êle entende disso). Diga à Mamãe que pedalar na Monareta é um exercício legal para você se desenvolver mais depressa e ganhar saúde. Mamãe vai aprovar! E olhe: Monareta tem selim “Mustang” igual a uma sela de verdade, para que você sinta a emoção de cavalgar um pônei. E ainda: Mini-rodas, baixinhas e bem macias (com rodinhas auxiliares, p’ra aprender a andar). Não tem conversa, meu chapa: êste ano o presente é Monareta. Exija-a do Papai!

Publicado em Almanaque Tio Patinhas 16 – Ed. Abril – Novembro/1966 – Cr$ 500

Chocolate Puck (1983)

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Chocolate Puck (1983)

Texto do nosso leitor e colaborador Silvio Elizei:

Os mais antigos se lembrarão (com profunda saudade gustativa) de um tempo em que, salvo exceções como Dizioli, Danúbio e Chocolates Natal, os chocolates não tinham esse modernoso gosto de vela e textura quebradiça.

Se lembrarão também que existia um leque maior de opções: Tobler, Chocolate Mirabel, Prink, Sönksen, Evelyn, Saturno, Milktex e outras que ou sucumbiram ou foram vorazmente incorporadas. Éramos felizes e sabíamos.

Publicado em Cascão 25 – Ed. Abril – Julho/1983 – Cr$ 140

Heróis Halley no Mappin (1986)

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Heróis Halley (1986)

O nosso leitor e colaborador Fabiano Carapuça nos enviou um verdadeiro tesouro. Uma raridade de extremo valor, extraída de revistas que nenhum de nós aqui no blog tínhamos sequer conhechimento de sua existência.

Que a passagem do Cometa Halley em 1986 atraiu a atenção do mundo, isso foi um fato. Que muitas empresas e marcas tentaram pegar uma carona nele para ganhar um dindim, isso é outro fato. E que todo mundo se decepcionou na passagem do cometa, isso também é um fato! Afinal, ele foi tão discreto que quase ninguém viu e aquele frissom todo se tornou uma triste lembrança para muitos.

No Brasil, o publicitário Marcelo Diniz registrou a marca “Halley” em 1980. Ele fez o mesmo na França, na Alemanha e nos Estados Unidos em 1982. Em parceria com o ilustrador Lielzo Azambuja, Diniz criou a Família Halley, sobrevivente da destruição do planeta Hydron. Na história, o cometa era formado pela calota polar do mundo natal dos personagens.

A Editora Abril foi apenas uma das 63 marcas que fizeram negócio com Diniz. Lançou a revista bimestral em quadrinhos “A Era dos Halley”. Cada edição tinha dois capítulos, textos sobre astronomia e até mesmo um “Jornal do Cometa”, seção com novidades sobre a passagem do Halley pela Terra. [informações dos últimos 2 parágrafos coletadas no site “Guia dos Curiosos”]

Com isso, o saudoso Mappin ficou com a tarefa de vender os uniformes dos heróis. Na minha humilde opinião, parece que “Halley, Halleyxandra, Halleygante e Halleyzinha” parecem nomes que foram criados em menos de um minuto e aprovados tipo “ah, pode ser isso aí mesmo.”

E você? Observou a passagem do cometa em 1986? Comprou seu uniforme da família Halley? Um excelente artigo do jornal O Globo conta como foi a expectativa criada na época. Vale a pena a leitura: Quem queria ver o cometa ficou a ver navios

Propaganda publicada na revista A Era dos Halley – Ed. Abril – Fev/1986 – Cr$ 9.000,00

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