Ploft da Estrela (1980)

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Ploft foi a massinha precursora de várias outras que surgiram anos e décadas depois, como a Geleca dos anos 80 e as mais atuais Supermassa (Play-Doh), Slime, Amoeba, etc

É um tipo de brinquedo que resiste ao tempo, passa por gerações e continua entretendo as crianças.

Texto do anúncio:
A Estrela avisa que chegou Ploft. A massa que gruda e desgruda. Ploft faz tudo. Mas, quando se espalha, vira mesmo só risada. Atire Ploft no chão, na parede, na escada. Brinque com muita imaginação. Ploft não é tóxico, não suja. Nem esfarela. Tenha Ploft vermelho. Ou Ploft verde. E faça a jogada. É da estrela. É só riso.

Publicado em Tio Patinhas número 174 – 1980 – Preço da Edição Cr$ 20,00

 

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Mini-carro Bugatti (1989)

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Quando este mini-carro da Bugatti foi inventado, eu tinha 14 anos. Ainda lia gibi, mas já era grandinha para querer um desses. Era uma réplica do Bugatti Super Sport, um dos primeiros modelos de carro de corrida.

A propaganda diz: peça um Bugatti Star 5 Jr para o papai… Imagina a criança sem noção apenas obedecendo. Coitado do pai! Nem imagino quanto deveria custar.

Publicado em Mônica (Editora Abril), número 32, 1989, NCz$ 2,00

 

Toddy em formato diferenciado (1983)

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Esta é uma propaganda de formato diferenciado. Ao invés da clássica página inteira, o Toddy resolveu inovar em 1983 e fez sua comunicação ao público infantil usando as margens do gibi. Isso mesmo, as margens de respiro dos quadrinhos!

Lembro que na época até isso era uma diversão. Eu já reparava no canudo listradinho e achava o máximo que este acompanhava a altura da página.

Outros anunciantes usavam este recurso, principalmente a Faber Castell com propaganda de lápis preto ou lápis de cor. Mas isso fica para um próximo post!

Publicado em Peninha (Editora Abril), número 30, 1983, Cr$ 170.

Malinha da Turma da Mônica (1989)

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Quem se lembra destas malinhas, mochilas, bolsas e lancheiras da Turma da Mônica?

Eram do fim dos anos 80, para a época uma super tecnologia, porque tinham estampas “complexas” e cores raras, como rosa e verde limão.

Eram fabricadas pela IKA (Irmãos Knoplholz SA) de Curitiba, no Paraná.

Os gibis da Mônica sempre tinham propagandas de produtos licenciados que faziam a gente sonhar…

Uma curiosidade: a revistinha é no formato vertical, mas o anúncio foi publicado na horizontal, provavelmente para aproveitar uma foto nesta orientação feita para catálogo.

Anúncio publicado em Mônica (Editora Abril), número 32, 1989, NCz$ 2,00

Chocolate Puck (1983)

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Chocolate Puck (1983)

Texto do nosso leitor e colaborador Silvio Elizei:

Os mais antigos se lembrarão (com profunda saudade gustativa) de um tempo em que, salvo exceções como Dizioli, Danúbio e Chocolates Natal, os chocolates não tinham esse modernoso gosto de vela e textura quebradiça.

Se lembrarão também que existia um leque maior de opções: Tobler, Chocolate Mirabel, Prink, Sönksen, Evelyn, Saturno, Milktex e outras que ou sucumbiram ou foram vorazmente incorporadas. Éramos felizes e sabíamos.

Publicado em Cascão 25 – Ed. Abril – Julho/1983 – Cr$ 140

Heróis Halley no Mappin (1986)

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Heróis Halley (1986)

O nosso leitor e colaborador Fabiano Carapuça nos enviou um verdadeiro tesouro. Uma raridade de extremo valor, extraída de revistas que nenhum de nós aqui no blog tínhamos sequer conhechimento de sua existência.

Que a passagem do Cometa Halley em 1986 atraiu a atenção do mundo, isso foi um fato. Que muitas empresas e marcas tentaram pegar uma carona nele para ganhar um dindim, isso é outro fato. E que todo mundo se decepcionou na passagem do cometa, isso também é um fato! Afinal, ele foi tão discreto que quase ninguém viu e aquele frissom todo se tornou uma triste lembrança para muitos.

No Brasil, o publicitário Marcelo Diniz registrou a marca “Halley” em 1980. Ele fez o mesmo na França, na Alemanha e nos Estados Unidos em 1982. Em parceria com o ilustrador Lielzo Azambuja, Diniz criou a Família Halley, sobrevivente da destruição do planeta Hydron. Na história, o cometa era formado pela calota polar do mundo natal dos personagens.

A Editora Abril foi apenas uma das 63 marcas que fizeram negócio com Diniz. Lançou a revista bimestral em quadrinhos “A Era dos Halley”. Cada edição tinha dois capítulos, textos sobre astronomia e até mesmo um “Jornal do Cometa”, seção com novidades sobre a passagem do Halley pela Terra. [informações dos últimos 2 parágrafos coletadas no site “Guia dos Curiosos”]

Com isso, o saudoso Mappin ficou com a tarefa de vender os uniformes dos heróis. Na minha humilde opinião, parece que “Halley, Halleyxandra, Halleygante e Halleyzinha” parecem nomes que foram criados em menos de um minuto e aprovados tipo “ah, pode ser isso aí mesmo.”

E você? Observou a passagem do cometa em 1986? Comprou seu uniforme da família Halley? Um excelente artigo do jornal O Globo conta como foi a expectativa criada na época. Vale a pena a leitura: Quem queria ver o cometa ficou a ver navios

Propaganda publicada na revista A Era dos Halley – Ed. Abril – Fev/1986 – Cr$ 9.000,00

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Mini-Fórmula 1 Ping Pong (1986)

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Mini-Fórmula 1 Ping Pong (1986)

A primeira vez que eu vi essa propaganda na infância foi num gibi usado. Meus olhos brilharam e eu fiquei incrédulo, admirando a imagem por horas.

Quer dizer que uma criança como eu poderia ter um carro de verdade movido à gasolina? Esse era o meu sonho mais louco! Mais do que ganhar o Master System! Não iria querer mais nada se eu tivesse um carro desses.

A alegria sumiu em instantes quando eu vi o período de validade da promoção…. 15/11/1986. Acredito que era o ano de 1989 quando eu vi essa propaganda. Em 1986 eu tinha meros 5 aninhos.

Bem, confesso que depois disso fiquei esperando outra promoção semelhante. Hellooo, Ping-Pong. Já estamos em 2016, e cadê meu mini-fórmula 1? Tenho milhares de embalagens de chiclete e algumas obturações nos dentes até hoje. Acho que estou mais que credenciado para ganhar isso aí, não?

Propaganda fornecida pelo nosso leitor Fabiano Carapuça
Publicado em Margarida 03 – Ed. Abril – Agosto/1986 – Cz$ 4,50