Galak (1967)

Galak

Sei que tenho um gravíssimo defeito: para mim todas as guloseimas do passado eram muito mais gostosas que as dos dias atuais. Minha memória infantil sempre me trai nestes momentos.

Adorava comprar um Galak na minha distância infância. Parecia um copo de leite em barra, sei lá… era muito gostoso. Agora não sei se mudou a fórmula, ou temos tantas opções que o Galak é bem do comum, ou não era mesmo tão bom.

Enfim… ninguém iria mesmo protestar nas ruas pela volta dos anos 1980. Resta lamentar!

Publicado em Tio Patinhas número 27- Outubro de 1967- NCr$0,60

Galak (1967)

Galak

Era uma vez uma época em que existia um tal Galak com frutas cristalizadas e feito com o puro leite Nestlé.

O Galak tradicional está aí até hoje nas prateleiras dos supermercados, mas convenhamos que sem tanta glória como nos dias de outrora. O Galak com frutas cristalizadas, provavelmente, nunca emplacou e entrou em extinção há muito, muito tempo.

Alguém chegou a experimentar essa iguaria digamos… exótica?

Publicado em Tio Patinhas número 27 – Outubro 1967- Preço da edição NCr$0,60

Drops Misto Dulcora (1967)

dulcora

Dulcora, Dulcora… A delícia que o paladar a-do-ra!

Por que cargas d’água alguns produtos não são eternos? Será que a minha geração nunca mais vai ter o prazer de degustar um quadradinho Dulcora?

Confesso que perdi!

Publicado em Tio Patinhas número 27- Preço da edição NCr$0,60- Outubro 1967

Pijaminhas Hering (1967)

Pijaminhas Hering

Vejam que interessante! Embora a estampa dos pijamas Hering sejam personagens Disney, a linguagem utilizada reflete claramente o que estava na moda em 1967: Roberto Carlos e a Jovem Guarda. “Vai ser bárbaro, mora?” “Tio Patinhas e outros brasas.” “Você vai se sentir um garotão enxuto.”

Recentemente a repórter Raquel Paulino, do IG, fez uma reportagem usando propagandas de nosso blog e destacou como o “politicamente correto” limou o conceito das propagandas que marcaram nossa infância (ou a dos seus pais).

A reportagem traz à atenção a recomendação do Conar para que não se “dialogue” com as crianças em propagandas, convidando-as ao consumo ou incentivando-as a “pedir ao papai ou à mamãe” as coisas, como podemos ver no texto da Hering de 1967 e em tantas outras propagandas que postamos.

Mas cá entre nós… Eu sou da época onde a única maneira de eu ter brinquedos ou outros produtos infantis era pedindo para o papai ou para a mamãe. E a única maneira de a criança ter acesso a propagandas eram nos gibis ou então na TV, nos intervalos da programação infantil.

Hoje as crianças possuem TV a cabo, internet, já são presenteadas com iPads em sua tenra idade, e ainda são levadas ao shopping todo fim de semana para se depararem com verdadeiros templos do consumo infantil (lojas RiHappy e similares). Em minha singela opinião, isso sim é um conjunto de coisas que constitui forte apelo para as crianças serem consumistas.

É por isso que eu tenho saudade das propagandas “politicamente incorretas”, que eram puras, inocentes em sua maioria e muito singelas. Tão suaves quanto um pijaminha Hering. E que não me tornaram um consumista impulsivo.

Publicada em Pato Donald 834 – 31/out/1967 – NCr$ 0,25