Galak (1970)

Grandes clássicos Nestlé existem desde gerações passadas. Um exemplo é o caso do Galak.

Reparem na embalagem que existiu até os anos 80. Não no logotipo, pois a Nestlé se reestilizou, mas todos os chocolates eram embrulhados por um papel e por dentro um papel alumínio. Eu sempre colocava como desafio para mim mesmo tirar o papel alumínio amassando-o o menos possível. Sim, quando criança um chocolate não era só um doce, mas sim uma diversão em todos os aspectos.

Uma coisa lamentável que me faz ser saudosista ao extremo é o tamanho do chocolate. Embora nessa gravura não esteja especificado o peso em gramas, lembro que na década de 80 ele ainda era bem maior do que hoje. Aliás, todos os chocolates eram. Reparem a grossura desse chocolate da foto.

Graças à maquiagem de produtos, hoje o que vemos são embalagens toscas e com muita poluição visual, com pesos vergonhosos que não passam de 30g. E as informações nutricionais no verso fazem você se sentir um criminoso por comer chocolate. Ou você alia “bons hábitos de saúde” e “alimentação balanceada”  àquele tabletinho ou você vai virar um gordo pançudo. Dá a impressão que a empresa diminuiu o tamanho de seus produtos pensando em nosso bem-estar. Só uma coisa aumentou de tamanho: o preço. E esse independe do tamanho da embalagem.

Não é a toa que tudo o que postamos aqui evoca verdadeiras nostalgias em nossa mente. Tudo parecia melhor e mais bem-feito…

Publicado em Mickey 209 – Março/1970 – NCr$ 0,80

Ploc Tribo 70 (1970)

Ploc Tribo 70 (1970)

A década de 70 começava com tudo com o Chicle de Bola Ploc na boca da molecada.
Foi uma onda marcante essa de tatuar o braço com as figurinhas de chiclete dos times de futebol.
Eu tinha só 5 anos e meus irmãos mais velhos é que me marcavam com essas tatuagens e lembro que minha mãe fazia esfregar no tanque com a bucha para sair depois que elas começavam a borrar…
Bons tempos… esses em que a gente brincava na rua, e depois ficava tão cansado e com fome que chegava no quintal de casa, lavava os pés no tanque e entrava para tomar café da tarde com a mãe.
Nessa hq/propaganda tem esse indiozinho da Ploc que ficou muito conhecido na época. Sempre aparecia nas propagandas… lembrando o Havita da Disney.
Muita coisa legal para recordar dessa época, como as intermináveis brincadeiras de Forte-Apache da Gulliver onde gente passava longas tardes deitado no chão brincando com índios e soldados do velho-oeste.
Fala a verdade… deu saudades, não deu?

Publicado em  O Pato Donald nº 968 de 26/05/1970 Cr$ 0,40