Heróis Halley no Mappin (1986)

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Heróis Halley (1986)

O nosso leitor e colaborador Fabiano Carapuça nos enviou um verdadeiro tesouro. Uma raridade de extremo valor, extraída de revistas que nenhum de nós aqui no blog tínhamos sequer conhechimento de sua existência.

Que a passagem do Cometa Halley em 1986 atraiu a atenção do mundo, isso foi um fato. Que muitas empresas e marcas tentaram pegar uma carona nele para ganhar um dindim, isso é outro fato. E que todo mundo se decepcionou na passagem do cometa, isso também é um fato! Afinal, ele foi tão discreto que quase ninguém viu e aquele frissom todo se tornou uma triste lembrança para muitos.

No Brasil, o publicitário Marcelo Diniz registrou a marca “Halley” em 1980. Ele fez o mesmo na França, na Alemanha e nos Estados Unidos em 1982. Em parceria com o ilustrador Lielzo Azambuja, Diniz criou a Família Halley, sobrevivente da destruição do planeta Hydron. Na história, o cometa era formado pela calota polar do mundo natal dos personagens.

A Editora Abril foi apenas uma das 63 marcas que fizeram negócio com Diniz. Lançou a revista bimestral em quadrinhos “A Era dos Halley”. Cada edição tinha dois capítulos, textos sobre astronomia e até mesmo um “Jornal do Cometa”, seção com novidades sobre a passagem do Halley pela Terra. [informações dos últimos 2 parágrafos coletadas no site “Guia dos Curiosos”]

Com isso, o saudoso Mappin ficou com a tarefa de vender os uniformes dos heróis. Na minha humilde opinião, parece que “Halley, Halleyxandra, Halleygante e Halleyzinha” parecem nomes que foram criados em menos de um minuto e aprovados tipo “ah, pode ser isso aí mesmo.”

E você? Observou a passagem do cometa em 1986? Comprou seu uniforme da família Halley? Um excelente artigo do jornal O Globo conta como foi a expectativa criada na época. Vale a pena a leitura: Quem queria ver o cometa ficou a ver navios

Propaganda publicada na revista A Era dos Halley – Ed. Abril – Fev/1986 – Cr$ 9.000,00

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Mini-Fórmula 1 Ping Pong (1986)

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Mini-Fórmula 1 Ping Pong (1986)

A primeira vez que eu vi essa propaganda na infância foi num gibi usado. Meus olhos brilharam e eu fiquei incrédulo, admirando a imagem por horas.

Quer dizer que uma criança como eu poderia ter um carro de verdade movido à gasolina? Esse era o meu sonho mais louco! Mais do que ganhar o Master System! Não iria querer mais nada se eu tivesse um carro desses.

A alegria sumiu em instantes quando eu vi o período de validade da promoção…. 15/11/1986. Acredito que era o ano de 1989 quando eu vi essa propaganda. Em 1986 eu tinha meros 5 aninhos.

Bem, confesso que depois disso fiquei esperando outra promoção semelhante. Hellooo, Ping-Pong. Já estamos em 2016, e cadê meu mini-fórmula 1? Tenho milhares de embalagens de chiclete e algumas obturações nos dentes até hoje. Acho que estou mais que credenciado para ganhar isso aí, não?

Propaganda fornecida pelo nosso leitor Fabiano Carapuça
Publicado em Margarida 03 – Ed. Abril – Agosto/1986 – Cz$ 4,50

Rádio “Anteninha” (1986)

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Rádio “Anteninha”

Você já viu um “rádio-boné?” Há exatos 30 anos atrás, em pleno ano de Copa do Mundo (disputada no México), ter um rádio assim podia quebrar um bom galho.

O anúncio só não deixa claro se ele funciona somente com fones de ouvido (mono ou stereo? Na foto só mostra fone de um lado) ou se aqueles “furinhos” funcionam como auto-falante.

Em 1986, os walkmans ainda estavam em estágio embrionário. Era um sonho ter um, mas não era nada fácil encontrar. Os CEPs das ruas ainda tinham só 5 dígitos.E repare que não é um rádio AM/FM. É um rádio AM ou FM. Ou você comprava um boné para ouvir jogos nas estações AM, ou para ouvir músicas nas estações FM.

E fazendo aquela continha que gostamos de fazer, vamos calcular como seria o preço dele hoje: O gibi custava Cz$ 4,00 (quatro cruzados). O rádio custava Cz$ 550,00 ou Cz$ 700,00, ou seja, 137 ou 175 vezes mais que o gibi.

Se hoje o gibi nas bancas custa R$ 4,00 (quatro reais), então nem fica tão difícil calcular: O boné custaria algo em torno de R$ 550,00 (AM) ou R$ 700,00 (FM). Pode parecer algo absurdo e inimaginável, mas pense que na época era como se estivessem anunciando um smartphone.

E são com esses anúncios que você consegue perceber a evolução de tudo: economia, tecnologia, moda, comportamento, tendências….

Gostou? Então deixe seu comentário no blog ou na página do Facebook. Compartilhe com seus amigos para que eles também sintam a nostalgia.

Publicado em Zé Carioca 1784 (Agosto/1986) – Cz$ 4,00

Camiseta Hering Moranguinho (1986)

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Atualmente as crianças estão muito “moderninhas”. É só andar no shopping para ver os baixinhos (Xuxa mode on) com camisetas da Nike, Ralph Lauren, Abercrombie e afins. Tá tudo muito fácil pra essa geração!

Não estou pedindo que as crianças usem camisetas com número de deputado nas costas, mas uma camiseta Hering com estampa do Super-Homem ou da Moranguinho tá bom demais para brincar.

Essa propaganda é bem anos 80: colorida, crianças brincando de bambolê e camiseta com cheirinho de morango. Anos 80 (e Coca Cola) é isso aí!

Publicado em Luluzinha número 140- Fevereiro de 1986- Preço da edição Cr$5.000,00

E você, não vai brincar de Lego? (1986)

Propaganda de Lego (1986)
Propaganda de Lego (1986)

Confesso que fui atingida na veia pelos primeiros anúncios de Lego que começaram a aparecer nos gibis. Os publicitários acertaram perfeitamente na mensagem. Desde que vi o ‘mundo de possibilidades’ que o brinquedo permitia, eu gamei! Pedi o meu para o papai, como eles adoravam escrever, e brinquei longas tardes e finais de semana com as pecinhas coloridas. Foi um dos meus brinquedos favoritos, essa propaganda trouxe ótimas recordações.

Publicado em Almanaque da Turma da Mônica número 31 – novembro 1986 – Preço da edição Cz$ 7,00

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Texto:

A Camila fez um gatinho.
O Júnior fez um teco-teco.
O Alex fez um navio.
E você, não vai brincar?

Vamos brincar de fazer um mundo de coisas? Então vamos. Peça para o papai os brinquedos de montar Lego. Eles são tijolinhos coloridos para encaixar uns nos outros. E têm dois jeitos de montar: copiando dos desenhos que vêm na caixa ou criando o que quiser. Imagine que dá para fazer até cidades inteiras com eles! Não é superlegal brincar disso? Brinquedos de montar Lego. Com eles, você vai fazer coisas ainda mais bonitas do que o gatinho da Camila, o teco-teco do Júnior, o navio do Alex… LEGO. Todo dia uma nova brincadeira. Produzido na Zona Franca de Manaus.

Comer bem para viver bem (1986)

Publieditorial de Hellman's e Karo (1986)
Publieditorial de Hellman’s e Karo (1986)

Olha só! Desde os anos 80 já se faziam publieditoriais em revistas, mas a Abril chamava de “promoção”. Esse anúncio de duas páginas estava mais ou menos no meio da revista, onde em geral estavam as seções de cartas ou brincadeiras dos almanaques e gibis. Esta inserção foi apoiada pelas marcas Hellmann’s e Karo. Elas não são citadas no texto, mas os logotipos aparecem no cantinho e o personagem principal aparece em dois momentos consumindo os produtos. Me parece até mais sutil do que as intervenções que são feitas hoje em dia.

Publicado em Almanaque da Turma da Mônica número 31 – novembro 1986 – Preço da edição Cz$ 7,00

Lojinha da Mônica (1986)

Lojinha da Mônica (1986)
Lojinha da Mônica (1986)

Lembro muito bem quando abriu a Lojinha da Mônica, se não me engano tinha uma na Rua Augusta, em São Paulo. Depois abriram no Eldorado, que acabou crescendo mais e mais e virando o Parque da Mônica. Apesar de não ter mais o mesmo impacto de antigamente, a lojinha ainda existe! Vi uma no aeroporto de Guarulhos e aproveitei pra comprar um presentinho pra o nenê recém-nascido de uma amiga. Legal, né?

Agora esse anúncio tem cara de calhau! Nem texto tem. Provavelmente sobrou página na revistinha, ou algum anunciante cancelou de última hora, e eles colocaram essa ilustração pra tapar o buraco. Pelo menos parece… Não acham?

Publicado em Almanaque da Turma da Mônica número 31 – novembro 1986 – Preço da edição Cz$ 7,00

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Texto:

Lojinha da Mônica

Tudo com carinho para as crianças