Chocolate Puck (1983)

Puck
Chocolate Puck (1983)

Texto do nosso leitor e colaborador Silvio Elizei:

Os mais antigos se lembrarão (com profunda saudade gustativa) de um tempo em que, salvo exceções como Dizioli, Danúbio e Chocolates Natal, os chocolates não tinham esse modernoso gosto de vela e textura quebradiça.

Se lembrarão também que existia um leque maior de opções: Tobler, Chocolate Mirabel, Prink, Sönksen, Evelyn, Saturno, Milktex e outras que ou sucumbiram ou foram vorazmente incorporadas. Éramos felizes e sabíamos.

Publicado em Cascão 25 – Ed. Abril – Julho/1983 – Cr$ 140

Baton (1988)

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Bayon (1988)

Essa propaganda era daquelas que ocupavam o último quadrinho da página. Geralmente a historinha que possuía esse tipo de inserção tinham outros 3 no mesmo estilo, que somados, completavam uma página inteira.

Acho que era uma maneira de o anunciante pagar mais barato. Ao invés de uma página inteira, 4 anunciantes diferentes pagavam por uma tirinha.

Fato é: Alguém mais tem saudades do Baton antigo? Ou é exagero meu achar que todos os chocolates dos anos 80 eram melhores do que os de hoje?

Publicado em Mickey 470 – Ed. Abril – Novembro/1988 – Cz$ 290,00

Icepop (1983)

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Icepop (1983)

 

Ice Pop é o sorvete mais… epa! Seu mente suja! Estamos num blog de família. E para seu governo, o “gozado” dos anos 80 nada mais era do que algo muito engraçado!

E o que tinha de engraçado nele (ou gozado)?  Bem, digamos que nessa época ainda não existiam, com a popularidade que existem hoje, os geladinhos… ou sacolés, chup-chups, não importa como chamem. Se você quisesse um sorvete, tinha que ir até a padaria. Comprar um “sorvete”, mesmo que hoje conheçamos como geladinho, para gelar em seu freezer ou congelador doméstico era algo incrível!

E acertou quem disse que o Ice Pop foi o pai do Icegurt, vendido hoje pelos “tios” na rua com o carrinho e uniforme azul e rosa com o sininho de bicicleta! É praticamente a mesma coisa. Mas talvez não com o mesmo charme.

E acreditem, o Ice Pop ainda é produzido, agora pela empresa BN Mascarenhas, com sede na Bahia! Com licença que eu estou indo logo ali comprar um pacote….

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Publicado em Mônica 155 – Ed. Abril – Março/1983 – Cr$ 200

 

Galak (1967)

Galak

Sei que tenho um gravíssimo defeito: para mim todas as guloseimas do passado eram muito mais gostosas que as dos dias atuais. Minha memória infantil sempre me trai nestes momentos.

Adorava comprar um Galak na minha distância infância. Parecia um copo de leite em barra, sei lá… era muito gostoso. Agora não sei se mudou a fórmula, ou temos tantas opções que o Galak é bem do comum, ou não era mesmo tão bom.

Enfim… ninguém iria mesmo protestar nas ruas pela volta dos anos 1980. Resta lamentar!

Publicado em Tio Patinhas número 27- Outubro de 1967- NCr$0,60

Chicletes Adams (1958)

Chiclets Adams
Chicletes Adams

Houve uma época em que ninguém conhecia Roberto Carlos, simplesmente pelo fato de que ele ainda não havia iniciado sua carreira musical. Talvez você pense: “Meu Deus! Quando foi isso?” Pois é… Foi uma surpresa para mim descobrir que os Chicletes Adams existem desde essa época. Com tantos “vai-e-vens” de produtos considerados clássicos, eu considero um verdadeiro milagre um produto tão pequeno perdurar por pelo menos 57 anos nas prateleiras dos comércios sem praticamente nenhuma alteração. Até a caixinha amarela continua a mesma.

Eu acho engraçado que as propagandas dessa época mostravam crianças se divertindo, e o produto anunciado prometia energia e força. Isso fazia sentido com o Nescau (que continha vitaminas), sucos naturais e afins, mas… o que um chiclete tão pequeno poderia conter para provocar uma “virada de jogo” e tornar um time campeão? Será que o sabor do chiclete era de espinafre (do Popeye?)

A única coisa condizente é ter a boca fresca e a garganta aliviada. Isso faz todo o sentido, pois quem já experimentou sabe que esse chicletinho é pequeno mas proporciona essa sensação. Tão deliciosos! Tão refrescantes!

Publicado em Mickey 72 – Setembro/1958 – Cr$ 10

Picolé Yopa (1980)

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Alguns amigos meus não entendem a minha revolta ao encontrar frases de biscoito da sorte chinês nos palitos de sorvete! “Mais convites para sair, menos convites para reuniões.”
“Não existe caminho certo para a felicidade, mas o atalho é feito de sorvete.”

Fizeram isso para substituir o famigerado “Madeira de Reflorestamento”, com certeza. Mas bom mesmo era tirar “Vale outro picolé Yopa”. Eu nunca ganhei a bicicleta ou o gravador (embora quisesse muito) mas perdi as contas de quantas vezes ganhei outro picolé. Era emocionante! A sensação era de ter ganhado na loteria. Era como se o meu dinheirinho da mesada, ganho a duras custas, estivesse sendo investido em ações e elas tivessem dobrado de valor.

Por isso, queremos novamente “a verdadeira fábrica de prêmios.” A Yopa virou Nestlé, então temos certeza de que a fábrica está firme e forte.

Afinal, de frases motivacionais, as redes sociais estão cheias….

Publicado em Mônica 119 (Editora Abril), março de 1980 – Cr$ 22,00

Drops Misto Dulcora (1967)

dulcora

Dulcora, Dulcora… A delícia que o paladar a-do-ra!

Por que cargas d’água alguns produtos não são eternos? Será que a minha geração nunca mais vai ter o prazer de degustar um quadradinho Dulcora?

Confesso que perdi!

Publicado em Tio Patinhas número 27- Preço da edição NCr$0,60- Outubro 1967