Galak (1967)

Galak

Sei que tenho um gravíssimo defeito: para mim todas as guloseimas do passado eram muito mais gostosas que as dos dias atuais. Minha memória infantil sempre me trai nestes momentos.

Adorava comprar um Galak na minha distância infância. Parecia um copo de leite em barra, sei lá… era muito gostoso. Agora não sei se mudou a fórmula, ou temos tantas opções que o Galak é bem do comum, ou não era mesmo tão bom.

Enfim… ninguém iria mesmo protestar nas ruas pela volta dos anos 1980. Resta lamentar!

Publicado em Tio Patinhas número 27- Outubro de 1967- NCr$0,60

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Chicletes Adams (1958)

Chiclets Adams
Chicletes Adams

Houve uma época em que ninguém conhecia Roberto Carlos, simplesmente pelo fato de que ele ainda não havia iniciado sua carreira musical. Talvez você pense: “Meu Deus! Quando foi isso?” Pois é… Foi uma surpresa para mim descobrir que os Chicletes Adams existem desde essa época. Com tantos “vai-e-vens” de produtos considerados clássicos, eu considero um verdadeiro milagre um produto tão pequeno perdurar por pelo menos 57 anos nas prateleiras dos comércios sem praticamente nenhuma alteração. Até a caixinha amarela continua a mesma.

Eu acho engraçado que as propagandas dessa época mostravam crianças se divertindo, e o produto anunciado prometia energia e força. Isso fazia sentido com o Nescau (que continha vitaminas), sucos naturais e afins, mas… o que um chiclete tão pequeno poderia conter para provocar uma “virada de jogo” e tornar um time campeão? Será que o sabor do chiclete era de espinafre (do Popeye?)

A única coisa condizente é ter a boca fresca e a garganta aliviada. Isso faz todo o sentido, pois quem já experimentou sabe que esse chicletinho é pequeno mas proporciona essa sensação. Tão deliciosos! Tão refrescantes!

Publicado em Mickey 72 – Setembro/1958 – Cr$ 10

Picolé Yopa (1980)

Yopa-02

Alguns amigos meus não entendem a minha revolta ao encontrar frases de biscoito da sorte chinês nos palitos de sorvete! “Mais convites para sair, menos convites para reuniões.”
“Não existe caminho certo para a felicidade, mas o atalho é feito de sorvete.”

Fizeram isso para substituir o famigerado “Madeira de Reflorestamento”, com certeza. Mas bom mesmo era tirar “Vale outro picolé Yopa”. Eu nunca ganhei a bicicleta ou o gravador (embora quisesse muito) mas perdi as contas de quantas vezes ganhei outro picolé. Era emocionante! A sensação era de ter ganhado na loteria. Era como se o meu dinheirinho da mesada, ganho a duras custas, estivesse sendo investido em ações e elas tivessem dobrado de valor.

Por isso, queremos novamente “a verdadeira fábrica de prêmios.” A Yopa virou Nestlé, então temos certeza de que a fábrica está firme e forte.

Afinal, de frases motivacionais, as redes sociais estão cheias….

Publicado em Mônica 119 (Editora Abril), março de 1980 – Cr$ 22,00

Drops Misto Dulcora (1967)

dulcora

Dulcora, Dulcora… A delícia que o paladar a-do-ra!

Por que cargas d’água alguns produtos não são eternos? Será que a minha geração nunca mais vai ter o prazer de degustar um quadradinho Dulcora?

Confesso que perdi!

Publicado em Tio Patinhas número 27- Preço da edição NCr$0,60- Outubro 1967

Galak (1970)

galak

Podem me chamar de conservador, retrógrado, ultrapassado ou qualquer coisa do gênero, mas sinto falta da ingenuidade de uma propaganda como essa.

Ah… as crianças correndo ao lado de vaquinhas, a menina tapando os olhos do garoto, as expressões felizes em tempos pré-computadores… Epa… Peraí… será que virei um boco-moco?

Alguém chegou a conhecer o Galak com essa embalagem? Achei a embalagem uma brasa!!!

O anúncio é singelo e bonito, só que convenhamos… um galak com frutas cristalizadas deve ser ruim a beça!!! Daí não tem nostalgia que resista…hehehe

Publicado em Mickey número 208- Fevereiro de 1970- Preço da edição NCr$0,80

Doce de Leite Flor de Cacau (1993)

Propaganda Flor de Cacau
Doce de Leite Flor de Cacau

Está aí um produto que não é tão tradicional nem clássico. Era muito comum empresas “menores” anunciar nos gibis apenas uma vez. Não me lembro de ter visto essa propaganda em outras edições.

Não me lembro nem ao menos de ter experimentado esse doce, apesar de morar em São Paulo (próximo ao endereço citado no anúncio). Se é que eu o vi nas prateleiras dos mercados alguma vez, com certeza optei pelo tradicional “chup-chup”, que já era mais conhecido.

Muita gente me falava do tal “melzinho”, que talvez até fosse dessa marca. Mas também não me atraía. Meu forte era mesmo o campeão doce de leite.

Publicado em Tio Patinhas 339 – Outubro/1993 – Preço: Cr$ X5 (tinha que consultar a tabela nos jornaleiros para saber quanto valia isso – é, meus amigos, a época era da inflação galopante.)

Chicle de bola Adams (1968)

adams

Um dos diferenciais no dificílimo processo de compra de um chiclete no século passado era saber qual deles fazia a maior bola! (Nem que para isso colocássemos 38 chicletes ao mesmo tempo na boca)

A patrulha do politicamente correto odontológico ainda estava muito distante e o cachorrinho da propaganda poderia ficar impressionado com as bolas de chicletes que faziam as crianças levitarem. Outros tempos…

Quanto ao chiclete da Adams anunciado confesso que tenho lembranças nulas a respeito dele. Da Adams só me lembro do clássico Mini Chicletes, Bubbaloo e daquelas caixinhas com duas ou doze unidades. Alguém chegou a mascar (e fazer bolas) com o chicle deste post?

Contribuição do grande amigo mascador de chicletes Marco Antônio!!!- Publicado em Nick Holmes n° 46- 1968