Concurso Painel Mágico Disney (1989)

painel mágico

Quem lia gibis Disney ou acompanhava a programação infantil do SBT no distante ano de 1989 deve se lembrar vagamente desse concurso.

O Painel Mágico Disney foi uma promoção realizada pela Abril em parceria com o SBT entre 23/10/1989 até 13/01/1990. Para participar, o leitor tinha que recortar 3 selos que vinham nas capas dos gibis Disney e colá-los no cupom dentro da revistinha.  Um crime recortar a capa do gibi???

painel mágico

O participante ainda precisava responder a seguinte pergunta: “A Margarida é namorada do Pato Donald” ( ) SIM ( )NÃO.  Uma pergunta meio polêmica, já que sempre havia um Gastão no meio do caminho do penoso com roupa de marinheiro.

Não me recordo ao certo como era acionado o tal “painel mágico” no SBT, mas pelo que diz a propaganda o concurso funcionava da seguinte maneira: em todos os programas infantis do líder absoluto do segundo lugar (Bozo, Show da Simony, Oradukapeta, Mariane e Show Maravilha) eram sorteadas 2 cartas e o painel era acionado ficando 3 personagens iluminados. Se o cupom da carta sorteada tivesse pelo menos 1 selo dos personagens iluminados no painel, ele ganhava o prêmio.

Apareciam no painel os seguintes personagens Disney: Tio Patinhas, Mickey, Minie, Urtigão, Pato Donald, Margarida, Peninha, Zé Carioca e Oliver (?!)

painel magico

Os prêmios eram sonhos de consumo da época:

Biclicletas Caloi Cruiser (sorteios diários)

Mini Computadores Pense Bem Tec Toy (sorteios diários)

Micro Computador Expert Plus XP-800P Gradiente (sorteios semanais)

Mini Buggy Fapinha (sorteios mensais)

Nunca ganhei nada nesse concurso… pelo menos tive bons momentos lendo os gibis Disney e assistindo aos programas infantis coloridos e meio bizarros do SBT.

Publicado em Margarina número 87- Novembro de 1989- NCz$2,90

Revista Recreio com “explosivo”? (1980)

Os anos 80 deixaram mesmo saudades, era um tempo onde a diversão vinha primeiro, e o “politicamente correto” nem existia.

Foi assim que a Revista Recreio, distribuiu este sensacional dardo explosivo, com espoletas.

É isso mesmo, o brinquedo vinha com cartucho de espoletas, e fazia um barulho gostoso, e ainda ficava aquele cheirinho de pólvora no ar.

Não tinha perigo nenhum e só servia para alegrar a criançada. Mas, hoje em dia… nem pensar…

Publicado no gibi do Pato Donald nº 1488 – Cr$ 10 – 16/05/1980

Círculo do Livro (1978)

Círculo do Livro

Círculo Do livro (1978)

Me lembro que passava horas selecionando quais seriam os títulos que eu gostaria de “ganhar” do Círculo do livro! Nunca me tornei sócio porque isso tudo não passava de uma “pegadinha” (de acordo com os meus pais)!! Alguém aqui foi sócio? E a pegadinha? Existia mesmo?!

Publicado em Mônica 100 – Cr$ 8,00 – Ago/78

Ciência Abril (1979)

Imagem

Ai, ai!
Lembram como era fazer trabalho de escola antes da internet?
Tínhamos que ter um quarto só pra armazenar os volumes da Barsa ou da Enciclopédia Nova Cultural!!
E quando tudo isso não bastava e precisávamos passar a tarde inteira na biblioteca preenchendo pilhas e pilhas de papel almaço??!!

Pula linha…

Parágrafo…

Publicado em Capitão América 3 – Ago/1979 – Cr$ 11,00

A morte do Super Homem (1993) Parte 1 e 2

Em comemoração aos 2.000 curtidos no facebook.

A Morte do Super-Homem

Contextualizando…

Início da década de 90.
A indústria de quadrinhos estava sem fôlego.
A solução encontrada?
Matar o maior herói do mundo!!!

Esse arco de histórias foi marcante para o mundo de diversas formas.
Algumas delas…

“Historicamente em quadrinhos falando” matar o 1º grande super-herói era algo inimaginável!
Uma medida desesperada e polêmica ou simplesmente o próximo passo para um personagem que já tinha assoprado 50 velinhas?!
Muitos dizem que essa história marca o início da era das trevas para a indústria das comics.

Economicamente falando o burburinho gerado pela mídia favoreceu (e muito) o retorno financeiro da empreitada. Nunca antes uma história em quadrinhos tinha recebido tanta atenção da mídia. Jornais, revistas, telejornais… todos noticiaram esse evento. (Ouvi dizer que apareceu na Veja e até no fantástico. Alguém confirma?)

E para um jovem mancebinho que morava aqui no Brasil e ainda nem ia pra escola sozinho?!
O que tudo isso significou??

Continua…

Escolhi essa propaganda de gibi (e no gibi) por conta de todas coisas boas que revivi ao encontra-la.

De volta ao mancebinho…
Naquela época, (por razões obscuras) meus pais simplesmente decidiram que eu não ganharia este gibi. Não havia promessa, choro, charme ou rebeldia que convencesse os velhinhos.
E não havia nada que me fizesse desistir do meu objetivo.
Lembro que muitos foram os planos infalíveis que criei.
Lembro também que não fui bem sucedido em nenhum deles.

Vivi esse drama por semanas inteiras até que algo trágico e completamente desconhecido pra mim até aquele momento aconteceu!!

A REVISTA FOI RECOLHIDA DAS BANCAS!! (eu era pequeno e as revistas apareciam e desapareciam das bancas por mágica.)

O sonho tinha chegado ao fim!
Eu não sabia como o Super tinha morrido!
Eu não sabia quem diabos era o cara que o matou!
Eu não sabia sem um dia voltaria a ser feliz! (que trágico!)

Fiquei triste. O tempo passou e levou a tristeza embora. Só não levou a lembrança daquela edição com a capa preta e o símbolo metalizado e sangrando que eu não tinha conseguido ler.

Mais ou menos um ano depois, numa tarde cinza no colégio novo, eis que jogando conversa fora com um amiguinho, descubro que o mesmo tem a tal tão comentada edição e que estava pensando em se desfazer da mesma!
Respirei fundo pra não chorar ou sair correndo de alegria e depois de muita conversa fechamos a negociação!
Um Homem Aranha Anual 4 em troca da edição mais querida e mais sonhada da minha infância!!

Algumas vezes ainda pego minha edição de capa preta e símbolo metalizado e sangrando e, de repente, parece que não passou tempo nenhum desde aquela tarde cinza no colégio novo.

Publicadas em Wolverine 19 – Set/93 – Cr$ A23 e Hulk 25 – Nov/93 – Cr$ X6