Gibizinho da Globo (1992)

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“Gibizinho, gibizinho, gibizinho, gibizão…
Pequeno só por fora, por dentro é bem grandão
Você leva no bolsinho, os heróis do coração
E o preço é um precinho…
Dá pra levar de montão, dá pra levar de montão
Gibizinho, gibizinho, gibizinho, gibizão!”

No começo da distante década de 90, a Editora Globo lançou uma série de revistinhas com um formato um pouquinho diferente daquele “formatinho” tão conhecido e querido por nós!
Nasciam aí os GIBIZINHOS!!!
As primeiras edições foram estreladas pelo turminha mais conhecida do nosso Brasil (e também por alguns coadjuvantes que nunca tiveram um revistinha própria!)
Os gibizinhos foram tão bem aceitos que na rasteira da turma da Mônica chegaram as revistinhas da Xuxa, do Chaves e do Chapolin e muitos outros personagens.
Os gibizinhos sofreram algumas metamorfoses durante seu período de publicação (por exemplo, ganharam mais páginas) e deixaram de ser publicados em 1998.
Essa sacada da Globo deu um fôlego novo para os nossos queridos gibizinhos (que vem sofrendo tanto desde a ascensão dos games e da internet).
Gibizinhos Forever!!

Publicado em Almanaque do Chico Bento 17 – Cr$ 2.300,00 – Mar/92

Campanha Editora Globo (1993)

Especial Denis o Pimentinha Cr$500,00 set 1993

A era de ouro dos quadrinhos acabou!

Bem… isso é verdade pelo menos no formato papel. A adorável velharia chamada gibi nunca mais terá a popularidade que alcançou na segunda metade do último século.

Não acredito que o gibi vire um nicho como, por exemplo, o jogo de botão. Novos formatos como o Tablet e o iPad devem garantir a sobrevivência (ou reinvenção) das HQs. Mas não será um trabalho fácil concorrer com cada vez mais opções de lazer, cultura e entretenimento.

A campanha deste anúncio da Editora Globo define exatamente o que penso dessa paixão. De certa forma, durante a infância o gibi foi a minha internet. Era lá o meu refúgio, o espaço para adquirir cultura útil e inútil, o conhecimento que minha imaginação buscava, etc, etc. Como ainda não tinha o Google, me escorava nos conhecimentos do Manual do Escoteiro Mirim.

Parafraseando o cantor (com uma pequena alteração), é a força da tecnologia que ergue e destrói coisas belas.

Publicado em Denis, o Pimentinha- Setembro de 1993- Preço da edição Cr$500,00

Coleção Jovem Cientista (1996)

Magali 182 R$1,00 jun 96

Nos tempos pré-internet em que ainda não tínhamos acesso a todas as informações do mundo, ter uma coleção dessas fazia com que você se sentisse um Professor Pardal e não precisasse de Google coisa nenhuma. Quem em 1996 tinha essa coleção, o Almanaque Abril e a Barsa, tinha tudo!

Podia não ser a informação mais útil do mundo saber construir um caleidoscópio ou um vulcão de água, mas com certeza garantia bons momentos e uma nota razoável naquela feira de ciências do final do ano.

Pena que meus experimentos nunca ficavam tão bons quanto aos da coleção…

Publicado em Magali número 182- Junho de 1996- R$1,00

Álbum de figurinhas do Chaves (1990)

Álbum de figurinhas Chaves

Apesar do sucesso gigantesco, não me recordo de muitos produtos licenciados do Chaves no Brasil. Na minha opinião os mais marcantes foram os óculos/canudo do Chaves (retratado aqui) e o disco do Chaves.

O lendário personagem também chegou a ter no país um gibi (entre 1990 até 1993) e um álbum de figurinhas. O curioso é que ambos foram lançados pela editora Globo. Concorrentes na telinha, aliados no impresso.

E no canto da propaganda aparece ©1990, Roberto Gomez Bolaños. O Chavinho não era tão ingênuo quanto parecia…

Publicado em Cascão número 94- Agosto de 1990- Preço da edição Cr$35,00

PS: Para quem quiser relembrar ou conhecer o gibi do Chaves: http://chespirito-chavesechapolin.blogspot.com.br/2010/07/gibis-do-chaves-original-1990-1993.html

Gibi Leandro e Leonardo (1992)

Gibi Leandro e Leonardo

Devia ser meio estranho ir até a banca e escolher entre os gibis da Mônica, Pato Donald, Jaspion, Superman e… Leandro e Leonardo.

Em tempos pré-internet, personalidades e programas que faziam muito sucesso viraram gibis (Xuxa, Faustão, Gugu, Chaves, Jaspion, Os Trapalhões, Pelezinho, Angélica, Sérgio Mallandro, etc).

Ao que parece “virar gibi” saiu de moda (não lançaram ainda a “Turma do Neymarzito” ou “As aventuras de Telózinho”). Segundo minhas memórias a última personalidade que virou HQ foi o Ronaldinho Gaúcho.Importante destacar que em 1992 o sertanejo romântico de Leandro e Leonardo disparava em todo o Brasil com o grande hit “Pense em Mim”. Por que não aproveitar a onda e lançar um gibi?Confesso que não comprei nenhum gibi da dupla. De qualquer forma, cantemos todos junto: “Vamos pegar o primeiro avião, com destino a felicidade. A felicidade…”

Publicado em Magali número 91- Dezembro de 1992- Preço da edição: Cr$7.500,00

Gibi do Sérgio Mallandro (1990)

Gibi do Sérgio Mallandro

Bozo, Sérgio Mallandro, Mariane, Mara Maravilha, etc. Ah… os apresentadores infantis “alternativos” do SBT nos anos 80!

Só que em 1990, Sérgio Mallandro abandonou o homem do baú e trocou o SBT pela Rede Globo. E não foi apenas na TV que o apresentador “virou a casaca”, o gibi do Mallandro também saiu da Editora Abril e migrou para a Editora Globo.

Não me lembro de quase nada a respeito da passagem do Sérgio Mallandro pela Globo. Pesquisando no Google soube que ele participou de uma temporada na Escolinha do Professor Raimundo, substituiu o Xuxa nas temporadas de férias e teve dois programas meio obscuros. Provavelmente foi muito menos do que ele esperava no que parecia a sua grande chance na vida.

Com relação ao gibi posso dizer menos ainda. Até gostava da Porta dos Desesperados, mas o meu reduzido orçamento mensal para as histórias em quadrinhos era reservado para outras publicações. Alguém colecionou?

Publicado em Mônica número 48- Dezembro de 1990- Cr$110,00