Mobral (1970)

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O que hoje muitos conhecem como “Supletivo” se chamava Mobral em 1970 (Movimento Brasileiro de Alfabetização).

Criado durante a ditadura militar, o objetivo era erradicar o índice de analfabetismo entre adultos no Brasil (que era de incríveis 33% em 1970). Diminuiu para 25% em uma década. Realmente, não era tão fácil assim. As crises financeiras dos anos 80 inviabilizaram a continuação do programa Mobral pelo governo.

Esse termo também foi muito usado de forma pejorativa para indicar que uma pessoa era “burra” ou tinha pouca instrução.

Publicada em Almanaque Disney 1 (dezembro de 1970) – Cr$ 2,00

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Cadernos Melhoramentos (1983)

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Os clássicos cadernos de escola, de brochura. Naquela época era assim, a maioria dos cadernos eram folhas dobradas ao meio, com dois grampos para segurar, uma capa de papel ilustrada e um espaço para anotar o nome e a matéria.

Os cadernos de capa dura foram chegando aos poucos e eram muito chiques. Espiral também.

Eu adoraria esses cadernos do Sítio do Pica Pau Amarelo da Cadernos Melhoramentos, mas na minha escola as capas eram sempre de surf e natureza, uma decepção.

De qualquer maneira, tínhamos que encapar com plástico quadriculado para não amassar ou estragar. Essa era a tarefa do começo do ano que as crianças – e os pais – menos gostavam.

Publicado em Pato Donald, no. 1636, ano 1983, Cr$ 110

 

Novidades Brinquedos Coluna (1978)

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Duas grandes (literalmente) novidades dos Brinquedos Coluna em 1978:
– carteira escolar (tampa em forma de lousa basculante, abria para guardar material)
– mesa para futebol de botão (com pés de aço dobráveis)

A brinquedos Coluna era mais conhecida por jogos, brinquedos de madeira – como as tradicionais casinhas e cidades de montar – jogos de memória, loto e outros brinquedos de tabuleiro.

Pelo jeito em 1978 eles resolveram inovar e pensar grande!

Publicado em Cebolinha ano 1978 ano VI no. 63 CR$ 7,00

Revista Escola para professores (1973)

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Reparem:
– no avental branco, uniforme dos professores. Algum de seus professores usava? Na minha escola apenas os de Química.
– na câmera fotográfica do professor. Será que era para parecer que ele era moderno e atualizado tecnologicamente? Este anúncio é de 1973, não tinha celular, bips ou pagers
– nas carteiras escolares. Na sua classe era assim?
– nos exemplos de matérias da revista. O melhor de todos: “Por que os alunis escrevem tantos palavrões?”.

Publicado em Cebolinha, ano I, no. 12, Cr$ 2,00, 1973

Lancheira e Estojo Atma (1966)

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A inocência de uma época onde se levava para a escola a “garrafinha de leite tampada com rolha”, bem como “compasso e transferidor” na lista de materiais.

Algumas coisas curiosas sobre a propaganda:

  • O destaque para o “plástico inquebrável” dos produtos;
  • A inclusão de um mapa-mundi no estojo para ajudar as crianças;
  • O fato de o produto ser desenhado e não existir uma foto real dele. Em 1966, usar uma foto em um anúncio devia ser um trabalho muito caro. Lembrem-se de que não existia computadores pessoais e programas de edição de imagem, o que certamente encarecia muito o serviço. Um desenho deveria ser mais fácil de publicar.

Sentiu-se velho? Já parou para pensar que para um adulto nos anos 80, essa já poderia ser uma propaganda nostálgica? É, meus amigos… esse anúncio tem nada mais nada menos do que mais de meio século de existência.

É o Blog Propagandas de Gibi trazendo de volta o passado para vocês!

Publicado em Pato Donald 766 – 12/julho/1966 – Cr$ 150

Almanaque Abril (1988)

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Almanaque Abril 89

O Grande Mestre! Um guerreiro! Um sobrevivente da guerra nuclear que a Internet causou com os livros e enciclopédias! Uma Wikipedia ambulante.

Todos esses adjetivos cabem bem para o Almanaque Abril, que foi publicado em forma de anuário de forma ininterrupta durante 40 anos. Mas é com pesar que comunicamos o falecimento desse guerreiro em 2016. A Editora Abril disse que vai deixar de publicar o Almanaque a partir do ano que vem.

Há inclusive abaixo-assinados virtuais para que a Editora repense essa decisão. Cá entre nós, eu duvido que ela volte atrás. Já acho um verdadeiro milagre que ele tenha durado tanto tempo.

Se você foi estudante nos anos 80, então sabia que ele não podia faltar na estante da sua sala! “O Grande Mestre” vai deixar saudades.

Publicado em Margarida 64 – Dezembro/1988 – Cz$ 230,00

Ursinho mochila Beabá (1985)

Ursinho mochila Beabá (1985)
Ursinho mochila Beabá (1985)

Lembro de quando apareceram nos anos 80 os primeiros bichinhos de pelúcia no Brasil. Pra quem não viveu essa época, era bem raro ter um. Praticamente não existiam importações e viajava-se beeem menos do que agora, então quem tinha um era porque ganhou de presente importado, vindo dos EUA. Imagina, transformar uma coisa que era tão rara e cara em uma mochila pra escola. Ter uma era uma sensação! Até hoje fico um pouco assustada em ver pelúcias (chaveiros e brinquedinhos) em lojas de R$ 1,99!

Publicado em Mickey número 435 – 1987 – Preço da edição Cz$ 4,00

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Texto:

Original!

Ursinho mochila BEABÁ
O amiguinho de todas as horas!

Kriterium leva até você os amiguinhos que vão empolgar toda a garotada. Uma mochila em forma de ursinho de pelúcia antialérgica, lavável e muito resistente.

Kriterium Ind. e Com. de Confecções Ltda.
Rua da Glória, 264/268 – Liberdade (SP) Tel. (011) 279-1552