Vá tomar banho (1986)

banho

Quem cresceu lendo gibis…

Quem cresceu lendo Homem-Aranha sabe que “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades!”
Quem cresceu lendo Super-homem sabe que você precisa fazer o bem e não deve se gabar e nem esperar reconhecimento por isso!
Quem cresceu lendo a Turma da Mônica sabe que a amizade é muito mais forte do que os inesgotáveis planos infalíveis!
Quem cresceu lendo Snoopy sabe que sempre existirá uma garotinha ruiva que irá quebrar o seu coração!
Quem cresceu lendo Calvin e Haroldo sabe que a imaginação é a nossa caixa de lápis de cor que deixa menos cinza esse mundão em que vivemos!
Quem cresceu lendo gibis… na verdade, não envelheceu.

Sobre a propaganda…
Essa “propaganda” aqui prova que, além de diversão, os gibis também são fonte de formação e informação!

Publicado em Heróis da TV 86 – Cr$ 7,00 – Ago/86

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O Retorno do Super-homem (1994)

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Porque domingo era dia de acordar cedo e ir até a banca de jornal com o meu pai para buscar o jornal (e com sorte ganhar um gibizinho também)!!

P.S = Pra conseguir essa aqui tive que praticar muito a arte da dialética!!

Publicado em Capitão América 184 – R$ 1,45 – Set/94

A morte do Super Homem (1993) Parte 1 e 2

Em comemoração aos 2.000 curtidos no facebook.

A Morte do Super-Homem

Contextualizando…

Início da década de 90.
A indústria de quadrinhos estava sem fôlego.
A solução encontrada?
Matar o maior herói do mundo!!!

Esse arco de histórias foi marcante para o mundo de diversas formas.
Algumas delas…

“Historicamente em quadrinhos falando” matar o 1º grande super-herói era algo inimaginável!
Uma medida desesperada e polêmica ou simplesmente o próximo passo para um personagem que já tinha assoprado 50 velinhas?!
Muitos dizem que essa história marca o início da era das trevas para a indústria das comics.

Economicamente falando o burburinho gerado pela mídia favoreceu (e muito) o retorno financeiro da empreitada. Nunca antes uma história em quadrinhos tinha recebido tanta atenção da mídia. Jornais, revistas, telejornais… todos noticiaram esse evento. (Ouvi dizer que apareceu na Veja e até no fantástico. Alguém confirma?)

E para um jovem mancebinho que morava aqui no Brasil e ainda nem ia pra escola sozinho?!
O que tudo isso significou??

Continua…

Escolhi essa propaganda de gibi (e no gibi) por conta de todas coisas boas que revivi ao encontra-la.

De volta ao mancebinho…
Naquela época, (por razões obscuras) meus pais simplesmente decidiram que eu não ganharia este gibi. Não havia promessa, choro, charme ou rebeldia que convencesse os velhinhos.
E não havia nada que me fizesse desistir do meu objetivo.
Lembro que muitos foram os planos infalíveis que criei.
Lembro também que não fui bem sucedido em nenhum deles.

Vivi esse drama por semanas inteiras até que algo trágico e completamente desconhecido pra mim até aquele momento aconteceu!!

A REVISTA FOI RECOLHIDA DAS BANCAS!! (eu era pequeno e as revistas apareciam e desapareciam das bancas por mágica.)

O sonho tinha chegado ao fim!
Eu não sabia como o Super tinha morrido!
Eu não sabia quem diabos era o cara que o matou!
Eu não sabia sem um dia voltaria a ser feliz! (que trágico!)

Fiquei triste. O tempo passou e levou a tristeza embora. Só não levou a lembrança daquela edição com a capa preta e o símbolo metalizado e sangrando que eu não tinha conseguido ler.

Mais ou menos um ano depois, numa tarde cinza no colégio novo, eis que jogando conversa fora com um amiguinho, descubro que o mesmo tem a tal tão comentada edição e que estava pensando em se desfazer da mesma!
Respirei fundo pra não chorar ou sair correndo de alegria e depois de muita conversa fechamos a negociação!
Um Homem Aranha Anual 4 em troca da edição mais querida e mais sonhada da minha infância!!

Algumas vezes ainda pego minha edição de capa preta e símbolo metalizado e sangrando e, de repente, parece que não passou tempo nenhum desde aquela tarde cinza no colégio novo.

Publicadas em Wolverine 19 – Set/93 – Cr$ A23 e Hulk 25 – Nov/93 – Cr$ X6