Grande Concurso Brinquedos Estrela (1956)

Diretamente da idade da pedra, trazemos para vocês o grande concurso de Brinquedos Estrela que vai te dar uma viagem à Disneylândia!

Pense no seguinte: Esse parque tinha apenas 1 ano de idade (foi inaugurado em 1955) e ainda faltavam 15 anos para que o Magic Kingdom inaugurasse em Orlando!

Numa era pré-internet, e onde nem existia TV a cores no Brasil, imagine o TAMANHO que deveria ser o sonho de uma criança poder fazer essa viagem. Afinal, tudo o que se conhecia de filmes Disney era o que se passava no cinema: Pinóquio, Dumbo, Cinderella, Branca de Neve e os 7 anões, etc. Ou seja, havia um grande apelo emocional num concurso como esse. Era de fato a oportunidade da vida!

Os gibis nessa época com certeza eram um poderoso instrumento para fazer as crianças sonharem.

Publicado em Mickey 46 – Julho de 1956 – Cr$ 6

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Pijaminhas Hering (1967)

Pijaminhas Hering

Vejam que interessante! Embora a estampa dos pijamas Hering sejam personagens Disney, a linguagem utilizada reflete claramente o que estava na moda em 1967: Roberto Carlos e a Jovem Guarda. “Vai ser bárbaro, mora?” “Tio Patinhas e outros brasas.” “Você vai se sentir um garotão enxuto.”

Recentemente a repórter Raquel Paulino, do IG, fez uma reportagem usando propagandas de nosso blog e destacou como o “politicamente correto” limou o conceito das propagandas que marcaram nossa infância (ou a dos seus pais).

A reportagem traz à atenção a recomendação do Conar para que não se “dialogue” com as crianças em propagandas, convidando-as ao consumo ou incentivando-as a “pedir ao papai ou à mamãe” as coisas, como podemos ver no texto da Hering de 1967 e em tantas outras propagandas que postamos.

Mas cá entre nós… Eu sou da época onde a única maneira de eu ter brinquedos ou outros produtos infantis era pedindo para o papai ou para a mamãe. E a única maneira de a criança ter acesso a propagandas eram nos gibis ou então na TV, nos intervalos da programação infantil.

Hoje as crianças possuem TV a cabo, internet, já são presenteadas com iPads em sua tenra idade, e ainda são levadas ao shopping todo fim de semana para se depararem com verdadeiros templos do consumo infantil (lojas RiHappy e similares). Em minha singela opinião, isso sim é um conjunto de coisas que constitui forte apelo para as crianças serem consumistas.

É por isso que eu tenho saudade das propagandas “politicamente incorretas”, que eram puras, inocentes em sua maioria e muito singelas. Tão suaves quanto um pijaminha Hering. E que não me tornaram um consumista impulsivo.

Publicada em Pato Donald 834 – 31/out/1967 – NCr$ 0,25